RISCO!

Afogamento é uma das principais causas de morte de crianças; pediatra alerta para riscos no verão

Segundo Gabriella Daher, as crianças entre um e quatro anos são as mais vulneráveis, sobretudo em acidentes domésticos

Débora Meira
Publicado em 11/01/2026 às 15:08
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Crianças de um a quatro anos estão entre as mais vulneráveis (Foto/Divulgação)

Com as fortes ondas de calor e as férias escolares, a procura por piscinas, cachoeiras e rios aumenta nesta época do ano. Apesar de ser um período de lazer, a diversão pode se transformar em tragédia em poucos segundos, diante do risco de acidentes e afogamentos. A médica pediatra Gabriella Daher alerta que crianças de um a quatro anos estão entre as mais vulneráveis, representando parcela significativa das mortes por afogamento na infância, sobretudo em ambientes domésticos e próximos de casa.  

Segundo a pediatra, os padrões variam conforme a idade. Entre crianças pequenas, os casos costumam ocorrer em piscinas residenciais, banheiras, baldes, caixas-d’água e cisternas, geralmente associadas a falhas de supervisão. Já entre crianças de 5 a 9 anos, há maior exposição a piscinas, clubes e rios, muitas vezes acompanhada de falsa sensação de segurança. Entre adolescentes, os afogamentos ocorrem principalmente durante o lazer em rios, lagos e praias, associados a comportamentos de risco, como mergulhos em locais desconhecidos.  

Gabriella Daher destaca que os meninos são as vítimas mais frequentes, duas a três vezes mais do que as meninas, e ressalta que, entre crianças, os afogamentos costumam ser silenciosos e acidentais, quase sempre por falta de supervisão. Já entre adolescentes, os episódios estão ligados a imprudência e busca por aceitação social.  

Para os pais e responsáveis, a orientação é não deixar a criança sozinha em banheira, piscina ou qualquer reservatório de água, nem por segundos. “Os afogamentos acontecem rápido e em silêncio. Erros comuns incluem acreditar que ‘é só um minuto’, distrações durante a supervisão, confiar em boias, falta de barreiras físicas e superestimar a capacidade da criança”, explica.  

Em caso de acidente, a recomendação é retirar a criança da água imediatamente, acionar o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193) e iniciar reanimação, se houver conhecimento, seguindo as orientações por telefone. Mesmo quando a criança aparenta estar bem, é necessário buscar atendimento médico, pois complicações podem surgir até 24 horas depois.  

Dados de afogamentos em Uberaba em 2025   

Em Uberaba, 11 casos de afogamento foram registrados em 2025, sendo 7 deles fatais, segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. A maioria das ocorrências aconteceu em rios, lagos ou represas, com vítimas na faixa etária de 37 a 51 anos, em sua maioria homens. 

Apesar de não haver registros de afogamentos envolvendo crianças no município, houve ocorrências em cidades vizinhas. Em Frutal, o corpo de um adolescente de 13 anos foi encontrado no Rio Grande em dezembro do ano passado. Já em Uberlândia, uma criança de dois anos faleceu após cair em uma piscina.  

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais informa que disponibiliza uma cartilha de prevenção, com orientações sobre como evitar afogamentos e como agir em casos desse tipo em piscinas, rios, lagos, cachoeiras e outros ambientes aquáticos. 

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