CIDADE

Agentes penitenciários fazem audiência e relatam irregularidades em unidades

Sindasp-MG) realizou, no plenário da Câmara de Uberaba, reunião com os profissionais das 5ª, 9ª e 10ª Risps

David Tschaikowsky
Publicado em 18/09/2016 às 14:45Atualizado em 16/12/2022 às 17:19
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Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de Minas Gerais (Sindasp-MG) realizou, no plenário da Câmara Municipal de Uberaba, reunião com os profissionais das 5ª, 9ª e 10ª Risps – Uberaba, Uberlândia e Patrocínio – com intuito de debater a segurança dos servidores do sistema prisional do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Segundo um ex-agente penitenciário, que preferiu não se identificar por questões de segurança, as autoridades convidadas para participar não compareceram à audiência que discutiu as ameaças sofridas pela categoria e a falta de segurança à qual os servidores estão submetidos. Em três anos, três agentes lotados na região foram assassinados. Na reunião também foi discutida a falta de atendimento do Ipsemg aos servidores.

De acordo com Juscelino Maktub, agente penitenciário de carreira, ficou acordado na audiência que outra será realizada em Belo Horizonte para que os diretores de Administração Prisional das penitenciárias de Uberlândia, Uberaba e Patrocínio expliquem o motivo das regalias concedidas a presos e por não estarem cumprindo as determinações que a Seap (Secretaria de Administração Prisional) determina. “A Lei de Execução Penal (LEP) proíbe a utilização de chuveiro elétrico, a visitação com celas abertas e tudo isso está sendo permitido pelos diretores nas penitenciárias que dirigem. Em Patrocínio, o bloco 4 do pavilhão anexo concentra criminosos da facção PCC que estão comandando o sistema prisional”, alerta o agente penitenciário.

Ainda de acordo com Maktub, todos os temas que foram discutidos na audiência realizada em Uberaba foram constados em ata, com assinaturas de trinta agentes penitenciários. “As imagens e os depoimentos colhidos dos agentes serão apresentadas na audiência na capital mineira, que servirá como fundamento para denúncia no Ministério Público, Ouvidoria e corregedoria do sistema prisional”, finaliza o servidor.

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