Nos últimos meses, o setor da construção civil sempre esteve no topo do ranking das demissões do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. Entretanto, em dezembro isso foi alterado. No último mês do ano, o setor de agronegócio demitiu mais do que contratou. Ao todo, foram 134 profissionais empregados e 639 desligados, ou seja, 505 vagas deixaram de ser ocupadas.
O secretário de Agricultura e Abastecimento, José Humberto Guimarães, entende com naturalidade as demissões, tendo em vista a quantia de empregos temporários para as safras de cana e grãos. “A nossa safra de cana-de-açúcar ocorre de abril a novembro. Ela emprega muita mão de obra temporária, assim como na lavoura de grãos, como milho e soja. Esta cultura tem movimentação entre junho e novembro, quando muito dezembro. Por isso é que o último mês do ano apresentou esta alta”, explica o secretário.
De acordo com José Humberto, no fim de fevereiro terá início a colheita de grãos, que acontece até o mês de maio. A partir de abril, inicia a safra da cana-de-açúcar. “Com isso, vai crescer o número de contratações”, destaca o secretário.
O comércio fechou o mês com saldo positivo, assim como o setor de serviço industrial e de utilidade pública. Ambos, respectivamente, atingiram a marca de 0,33% e 0,32% na variação de empregabilidade. Já a construção civil e a indústria de transformação ocupam o segundo e o terceiro lugar, respectivamente, nas categorias que mais demitiram.
Seguindo a mesma tendência do mês de novembro, o último mês do ano de 2011 fechou a empregabilidade com saldo negativo. Em dezembro foram registradas mais demissões que contratações. Pelo levantamento, foram admitidas 3.282 profissionais e demitidas 4.605, perfazendo o saldo negativo de 1.323.
A variação da empregabilidade ficou em -1,80%.