Loteamento deverá ser demolido se apresentar risco à população
Imbróglio que se arrasta há mais de 10 anos, loteamento do bairro Alfredo Freire IV foi incluído na Lei Orçamentária Anual 2023. Segundo o promotor Carlos Valera, em entrevista ao programa JM News 1, da Rádio JM, o Governo Municipal iria arcar com R$15 milhões e demais despesas seriam de responsabilidade da Caixa Econômica Federal.
Sem nenhum acordo, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal protocolaram ação civil pública contra Caixa Econômica Federal (CEF) e Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). De acordo com o promotor Carlos Valera, o pedido foi feito em duas partes: pedido de conclusão das obras ou, caso seja identificado que oferece risco, demolição do local, recuperação da área e indicação de uma nova área para o programa Minha Casa, Minha Vida ser construído.
Ao ser lançado, em 2012, foi contratada uma construtora. Entretanto, a empresa não terminou e foi feito o distrato administrativo. A segunda empresa a assumir a edificação também não terminou o trabalho e está sendo discutido o distrato judicialmente e o município e a Caixa aportar os recursos.
Na época da discussão, o Governo Municipal concordou em assumir uma parte, porém, o valor já triplicou e por isso foi feita a judicialização. “Temos uma estimativa de R$18 milhões, agora é de R$60 milhões”, conta Carlos Valera. Ele ainda complementa que havia sido colocado na LOA, de 2023, cerca de R$15 milhões para destinar a esse empreendimento e o restante do montante seria de responsabilidade da Caixa para complementar.
Reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Uberaba mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.