Na semana passada, coordenadores e alunos do programa receberam carta da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que é a gestora do programa
Fot Fernanda Borges
Alunos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) temem corte no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Na semana passada, coordenadores e alunos do programa receberam carta da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que é a gestora do programa, comunicando cortes oriundos do governo federal que deverão ser adotados em julho deste ano.
Gabriela Souza Ferreira é estudante da UFTM, está no oitavo período do curso de Letras Português/Inglês e inserida no Pibid. Ela teme mudanças no programa, pois, segundo informações que recebeu, o corte pode ser de 50% a 90% até o fim do ano. “Estamos com medo, pois na carta enviada pela coordenação diz que todos os programas serão fortemente afetados, inclusive na concessão de bolsas que estão em vigência a partir de julho de 2015. Contudo, a nossa principal preocupação não é com o dinheiro, mas com cortes nas atividades do programa, prejudicando o nosso aprendizado e as escolas”, explica Gabriela.
O Pibid oferece ao aluno a possibilidade de exercer, na prática, a docência antes da graduação. “Temos receio de que o programa acabe, pois se o corte for de 90%, é impossível que ele siga com 10%. Não posso negar que recebemos as devidas explicações, a carta foi clara, mas é um absurdo que haja cortes do governo em Educação, que as universidades sejam penalizadas devido a uma má estrutura na economia do país”, explica.
Além desta situação econômica, segundo Gabriela, o Pibid está passando por problemas estruturais com a troca da coordenadora Marinalva Vieira Barbosa, sem que fossem dadas as devidas explicações. “Quando contestamos a mudança, apenas disseram, ‘porque sim’. Na quinta-feira teve reunião de coordenadores do programa com a pró-reitoria, além deste posicionamento, disseram que a alteração é porque a atual coordenadora está há muito tempo no setor, cinco anos, e querem uma pessoa nova no cargo”, explica.
Contudo, o grupo teme ainda que esta troca de coordenação seja apenas o início de reformas no Pibid, a partir dos cortes do governo federal. “É uma arbitrariedade da reitoria e pró-reitoria de ensino, que comunicou a saída da coordenadora em memorando e que seria feita reestruturação, que não foi dialogada. Tememos que essa medida seja uma estratégia para o enfraquecimento do programa na universidade, tendo em vista os cortes que haverá ate o fim do ano”, explica Diego Carlos Pereira, que faz mestrado em Educação na UFTM, mas já participou do programa.