Carteiras nos corredores. Esta foi a situação encontrada na Universidade Federal do Triângulo Mineiro na noite de terça-feira (30)
Carteiras nos corredores. Esta foi a situação encontrada na Universidade Federal do Triângulo Mineiro na noite de terça-feira (30). O motivo foi o protesto para a instalação de aparelhos de ar-condicionado nas salas localizadas no segundo e terceiro andares da instituição.
Segundo o aluno do curso de História Vinicius Prado, os acadêmicos dos demais cursos de Licenciatura (Geografia, Matemática, Química, Física, Ciências Biológicas, Letras) e de Serviço Social da UFTM iniciaram uma manifestação em favor de melhorias nos cursos oferecidos pela instituição. Alem disso, eles cobraram mais segurança no local, melhor infraestrutura para portadores de necessidades especiais e contratação de professores, principalmente para o curso de Serviço Social. O motivo inicial está relacionado ao fato de uma aluna se sentir indisposta devido ao calor de segunda-feira (29). “Não teve uma pessoa articulando. Foram todos os alunos que organizaram o movimento pedindo melhorias no ensino, estrutura física e professor para o curso. Culminou com a instalação do ar-condicionado, está insuportável estudar aqui. Não tem ventilação”, explicou.
Já o estudante do curso de Matemática Henrique José Bizinoto fala que os alunos não têm quadro, mesa e as turmas estão lotadas. “Não tem espaço, não tem laboratório e não tem lugar na coordenação para guardar os nossos projetos”, observou.
De acordo com assessoria de imprensa da UFTM, a Reitoria foi surpreendida pela manifestação dos alunos, realizada no Centro Educacional, uma vez que mantém interlocução aberta com o movimento estudantil. A palavra inicial do reitor Virmondes Rodrigues Junior foi de ouvir civilizadamente os manifestantes, garantir o direito dos demais alunos assistirem suas aulas e resguardar o patrimônio da universidade.
Em seguida, em reunião realizada numa das salas de aula do Centro Educacional, o reitor, com a presença da vice-reitora Ana Lúcia de Assis Simões e da chefe-de-gabinete Irani Rosa Nunes, ouviu todas as reivindicações, as quais foram respondidas nominalmente, comprometendo-se em ampliar, ainda mais, o diálogo, principalmente por meio da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis, criada com intuito de fortalecer a comunicação com toda a comunidade acadêmica.
Segundo o acadêmico do curso de História Gustavo Vaz Silva, que participou do encontro do reitor com os alunos, ele disse que muitos processos de licitação estão em tramitação. “Queremos uma coisa mais sistemática, algo mais concreto da universidade”, frisa. Ele complementou que durante o encontro os alunos do período noturno afirmaram que estão abandonados.
No entanto, sobre as reivindicações, a assessoria informa que o prédio do Centro Educacional, que recebe as aulas pela manhã e tarde, atende, também, ao período noturno, contando com 50 salas de aula, das quais 35 estão climatizadas, e 23 laboratórios. Todas as salas de aula estão equipadas com recursos de multimídia e os laboratórios contam com equipamentos novos em quantidade suficiente para atender à demanda dos alunos. As condições de acessibilidade são atendidas com rampa e dois elevadores. A UFTM está fazendo todo o esforço para adequar as instalações antigas a fim de garantir a acessibilidade e tem obtido êxito.
Quanto à contratação de docentes, as vagas pactuadas no Reuni foram liberadas na condição de professor efetivo e temporário, e os processos seletivos encontram-se em andamento, coordenados pelos colegiados dos cursos de graduação, sob a supervisão da Pró-Reitoria de Recursos Humanos. Para 2011 são 59 professores temporários e estão previstas 43 novas vagas para 2012.