Após ser liberada do Hospital de Clínicas (HC), a técnica de enfermagem Priscila Cristina, 27 anos, foi encaminhada à Unidade de Pronto-Atendimento do Abadia, na madrugada ...
Após ser liberada do Hospital de Clínicas (HC), a técnica de enfermagem Priscila Cristina, 27 anos, foi encaminhada à Unidade de Pronto-Atendimento do Abadia, na madrugada desta segunda-feira (13), diante da recusa do motorista da ambulância da Prefeitura em levá-la direto ao HC. A paciente também teve problemas com o aparelho de oxigênio, que não funcionou quando foi levada para uma tomografia. Ela ficou ferida no acidente envolvendo um carro de passeio e uma van escolar com 15 alunos. O acidente ocorreu na sexta-feira (10).
Parente da vítima, Mara Leal contou que Priscila, após o acidente, foi encaminhada ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro com suspeita de traumatismo craniano. Entretanto, oito horas depois, ela saiu do hospital e no domingo começou a passar mal e a soltar água pelo ouvido. “O rosto ficou todo inchado. Ela chegou a desmaiar. Com isto, o marido ligou para a ambulância e quando o veículo chegou, a equipe foi informada que Priscila deveria retornar ao Hospital de Clínicas. No entanto, os familiares da paciente tiveram como resposta do motorista da ambulância que somente com a carta de encaminhamento ela poderia ser atendida. Por isto, ela foi encaminhada à UPA Abadia. Agora, ela aguarda transferência para o HC”, disse Mara Leal, informando que existe falha na comunicação.
De acordo com a mãe da paciente, Maria Edi do Santos, Priscila respira com ajuda de aparelho. Na tarde desta segunda-feira, ela foi encaminhada à tomografia. Para isto, foi necessário o transporte, e o aparelho de oxigênio da ambulância não estava funcionando. “Como que o aparelho não funciona? Ela precisa ser encaminhada ao Hospital de Clínicas. Ela está passando muito mal. A enfermeira disse que só amanhã sai o resultado. Ela tem que ser transferida”, desabafa.
Mara acrescenta que o médico foi procurado no HC. No entanto, o contato foi por meio da Ouvidoria da instituição. “Expliquei toda a situação do quadro clínico da Priscila. O médico informou que a responsabilidade não é dele, mas da pessoa que a examinou. Mas na documentação tem o carimbo do médico”, conta.