INDISPONIBILIDADE

Ambulâncias ocupadas e equipes presas em hospitais podem reduzir resposta do Samu em Uberaba

Cistrisul detalha fatores que provocam indisponibilidade temporária, mas não informa com que frequência isso acontece

Débora Meira
Publicado em 30/10/2026 às 07:04
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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) recebeu 396 ligações em Uberaba em apenas um dia de outubro (o dia 23), das quais 96 resultaram no envio de ambulâncias. Os dados foram informados pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Triângulo Sul (Cistrisul), responsável pelo serviço, após questionamentos sobre a disponibilidade de equipes para atender às solicitações. 

Segundo o consórcio, nem toda ligação exige o deslocamento de uma ambulância. A regulação médica pode orientar o solicitante por telefone, com recomendações de primeiros socorros e outras condutas, ou concluir que não há necessidade de envio de uma unidade móvel, conforme as informações disponíveis sobre o caso. 

A avaliação considera a condição clínica relatada, a classificação de risco e a necessidade de atendimento presencial. O procedimento segue as diretrizes da Portaria GM/MS nº 2.048/2002, que regulamenta a organização dos serviços de urgência e emergência. 

Questionado se a falta de ambulâncias para atendimento imediato é pontual ou recorrente em Uberaba, o Cistrisul informou que a disponibilidade das equipes varia conforme a demanda e a duração dos atendimentos em andamento. A entidade não detalhou, na resposta, a frequência com que ocorrem situações de indisponibilidade no município. 

Entre os fatores apontados estão os períodos em que várias ocorrências graves acontecem simultaneamente e os atendimentos classificados como Código Vermelho, que exigem prioridade na mobilização dos recursos. 

O tempo de permanência das equipes nos hospitais também pode interferir na disponibilidade da frota. Conforme o consórcio, os profissionais e equipamentos podem permanecer mobilizados durante os procedimentos de transferência e acomodação dos pacientes, reduzindo temporariamente o número de unidades disponíveis para novas ocorrências. “Essa situação também pode ser influenciada pelo tempo de permanência das equipes e dos equipamentos nas unidades hospitalares durante os procedimentos de transferência e acomodação dos pacientes”, informa o Cistrisul. 

A entidade acrescentou que a indisponibilidade imediata pode ocorrer quando todas as equipes compatíveis com determinada solicitação já estão empenhadas. Nesses casos, a definição dos atendimentos continua sob responsabilidade da regulação médica, que estabelece as prioridades conforme a gravidade de cada ocorrência. 

Entre 21h e 23h do dia 23 de outubro, a Central de Regulação recebeu 49 ligações com solicitações de atendimento, que resultaram em 13 despachos de viaturas. 

Em Uberaba, a frota operacional do SAMU atende, em média, de 90 a 100 ocorrências por dia, segundo o Cistrisul. 

O consórcio informou que acompanha o volume de chamadas e os tempos de resposta por meio do sistema informatizado de regulação Vsky SAMU. Apesar de confirmar a existência desse monitoramento, não apresentou dados históricos que permitam identificar quantas vezes houve indisponibilidade de viaturas ou medir a duração dessas situações. 

Ao final da resposta, o Cistrisul reafirmou o compromisso com o atendimento pré-hospitalar móvel de urgência, com base na avaliação técnica, na regulação médica e na utilização responsável dos recursos disponíveis.

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