Muitos deles abordam os viajantes para pedir dinheiro, o que para os comerciantes é prejudicial à imagem da cidade
Jairo Chagas
Segundo informações, os andarilhos estão praticamente morando no terminal rodoviário há vários dias
Comerciantes que atuam no Terminal Rodoviário de Uberaba Jurandyr Cordeiro reclamam que a presença contínua de cerca de 10 andarilhos vem incomodando quem frequenta o local. Muitos deles abordam os viajantes para pedir dinheiro, o que para os comerciantes é prejudicial à imagem da cidade e também à segurança no local.
De acordo com um comerciante, que preferiu não se identificar, os andarilhos estão praticamente morando no terminal rodoviário há vários dias. A maioria dorme no chão entre os viajantes que vêm e vão pela área de embarque e desembarque. Ele afirma que a Ronda Social foi chamada para dar solução ao problema, mas nada foi feito. Neste caso, a Polícia Militar também foi chamada para resolver a questão, no entanto, a PM informou que este serviço deve ser desempenhado pelas equipes da Ronda.
A reportagem solicitou informações sobre este caso à Prefeitura Municipal de Uberaba, que, através de sua assessoria de comunicação, informa que irá repassar a demanda para atuação novamente da Abordagem Social. “É importante lembrar que não podem obrigar os andarilhos a irem com eles. De qualquer modo, continuaram indo ao local. Por isso, também passamos a demanda à Guarda Municipal, para que façam rondas contínuas no local”, afirma nota.
Ainda conforme a assessoria, a polícia também não pode prendê-los se não houver crime. “No entanto, caso eles pratiquem atos que configurem perturbação do sossego, que é um crime, eles podem agir. Neste caso, como órgão de segurança pública, eles têm a obrigação de atuar”, frisa. A secretária de Desenvolvimento Social (Seds), Ângela Dib, orienta que quanto mais as pessoas oferecerem comida, bebida, cigarro e dinheiro aos andarilhos, mais eles irão se acomodar e permanecer no local, pois encontram tudo de que precisam. Ela lembra também que este é, inclusive, o foco da campanha da Seds que está em andamento. “Sabemos que é uma mudança de hábito e não deve ser de uma vez. Mas quando perceberem que não estão tendo sucesso ao pedir, eles não ficarão mais no local. De qualquer modo, estaremos atentos e encaminharemos a Abordagem Social ao local”, destaca.