CIDADE

Andarilhos usuários de drogas voltam a incomodar

População volta a reclamar da presença de andarilhos. Desta vez são os moradores do entorno da praça da Concha Acústica

Geórgia Santos
Publicado em 24/01/2014 às 01:24Atualizado em 19/12/2022 às 09:19
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População volta a reclamar da presença de andarilhos. Desta vez são os moradores do entorno da praça da Concha Acústica, que estão se sentindo incomodados com a situação. No local, além de pedir dinheiro, os andarilhos também usam drogas e ainda realizam as necessidades fisiológicas na porta das residências. O assunto está sendo tratado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, que prevê para o mês de fevereiro o lançamento de campanha de conscientização para que a população não dê dinheiro a estas pessoas nas ruas.

A moradora que procurou o Jornal da Manhã, mas pediu para ter a sua identidade preservada, com medo de que façam algo com ela e sua família, revela que a situação está insuportável. Ela diz não saber mais o que fazer ou a quem recorrer, pois, quando acionam o Serviço de Abordagem Social, os andarilhos não saem do lugar e não podem ser retirados compulsoriamente. A Polícia Militar, quando acionada, diz que não pode fazer nada para retirar estes pedintes da praça.

“Não sei mais quem procurar ou recorrer, eles estão instalados na praça, ficam debaixo da área coberta do palco e durante o dia nos bancos, a todo o momento abordam as pessoas, pedem dinheiro, pulam na frente dos carros, realizam as necessidades fisiológicas na porta das residências e ainda são usuários de drogas e sempre estão embriagados”, revela a moradora.

Assim como esta cidadã, outras pessoas também estão se sentindo incomodadas com a presença de pedintes em vários bairros da cidade, como nos semáforos, abordando os motoristas, que na maioria das vezes dão o que pedem para evitar que algo aconteça. Mas a intenção é evitar a esmola, esta é a orientação das autoridades e será o foco principal de uma campanha elaborada pela Seds que será lançada no próximo mês.

“Queremos mostrar à comunidade como pode nos ajudar a combater esta situação. Se as pessoas não derem mais dinheiro aos pedintes, ou comida, eles vão diminuindo a frequência nas ruas, pois se estão ali é porque perceberam que podem ganhar algo. Estamos trabalhando muito sobre esta situação, mas sem o apoio da comunidade é um trabalho sem resultado. Muitos reclamam da presença destes andarilhos, mas estão financiando para que continuem nas ruas. Queremos que acionem a nossa equipe para que resgatem essas pessoas”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Ângela Dib.

Entretanto, vale ressaltar que o serviço de Ronda Social, que agora se chama “Abordagem Social”, pode atuar somente até certo ponto. Em casos em que o andarilho está agressivo, ou é um usuário, trata-se de questão de segurança pública, sendo que nesses casos a Polícia Militar é acionada.

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