CIDADE

Antecipado, Grito dos Excluídos reuniu cerca de 100 participantes

Mais de 100 pessoas participaram do Grito dos Excluídos. Neste ano, o evento, que já acontece há 21 anos, foi antecipado

Geórgia Santos
Publicado em 06/09/2015 às 18:23Atualizado em 16/12/2022 às 22:25
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Jairo Chagas

Grupo ligado a movimentos populares se encontrou no pátio da Igreja Santa Rita e caminhou até a Concha Acústica

Mais de 100 pessoas participaram ontem, do Grito dos Excluídos em Uberaba. Neste ano, o evento, que já acontece há 21 anos, foi antecipado para o dia 05 de setembro. O grupo formado por pessoas de movimentos sociais, sindicais e da comunidade católica, caminhou pelas ruas do centro da cidade, reivindicando direitos.

O lema nacional do Grito dos Excluídos é: "Que país é este, que mata gente, que a mídia mente e nos consome?", e o tema é a "Vida em primeiro lugar". De acordo com o padre Ronã Belo Junior, um dos organizadores, este é um movimento para que as pessoas que se sentem excluídas, à margem da sociedade, possam se manifestar. “E nós, como discípulos de Jesus Cristo, temos a obrigação de apoiar essas pessoas”, explicou o padre, ressaltando que esperava participação maior da sociedade, mas conseguiram alcançar o objetivo de chamar a atenção.

Mais uma vez presente no evento, a irmã Anita Rocha participa desde a primeira edição do Grito dos Excluídos. De acordo com ela, esse é um movimento que surgiu do povo. “Ações como esta, de ir para as ruas e reivindicar é importante, porém, o que percebemos diante da quantidade de pessoas presentes é que a nossa consciência está abafada pelos fatos selecionados e relatados pela mídia. Isto desmotiva as pessoas e momentos como estes não são tão divulgados. Fizemos convites nos bairros, mas cadê o povo? Esta é a oportunidade do excluído falar e exigir direitos”, ressaltou.  

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e os sem teto do Assentamento Vitória, de Campo Florido, também participaram da manifestação. De acordo com Agnaldo Batista, liderança do MST, esta é uma mobilização que o grupo faz questão de participar, pois as pessoas se sentem realmente excluídas em face dos detentores da terra. “O Grito dos Excluídos se encaixa com a nossa situação, e ainda coloca na rua as reivindicações, junto a outras forças políticas”, disse.

Por fim, o representante do Fórum dos Trabalhadores, Marcos Mariano, lembrou que este é uma momento de união, na luta pela democracia, e o segundo grande grito da sociedade, neste momento, é contra a retirada de direitos da classe trabalhadora.

O grupo caminhou até à praça da Concha Acústica, sendo no percurso proferidos sete gritos, entre eles sobre a participação política, as diferentes formas de violência e direitos básicos.

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