Trata-se de uma deformidade complexa que envolve especialmente o dedão, mas também acomete os dedos menores dos pés com a formação de calosidades e garras
Um dos problemas mais comuns no consultório de um ortopedista, especialista em pé, é o hálux valgo, mais conhecido como joanete, o qual afeta bem-estar e lazer, a capacidade de trabalho e a prática esportiva. Trata-se de uma deformidade complexa que envolve especialmente o dedão, mas também acomete os dedos menores dos pés com a formação de calosidades e garras, bem como dor plantar, entre outras e alterações.
Segundo o ortopedista, especialista em tornozelo e pé, Luís Fernando Araújo Júnior, muitos dos problemas apresentados pelos pés são oriundos da associação dos hábitos da vida moderna e predisposições pessoais. “Isso faz com que cada uma das manifestações dessa doença seja única e distinta, variando de pessoa para pessoa e de pé para pé. Porém, sem dúvida alguma, a maior prevalência de joanete é na população feminina na faixa etária entre 30 e 50 anos. Conforme estudos, a predominância da doença chega a 15 mulheres para cada homem”, esclarece.
Araújo Júnior ressalta que esse resultado prova a importância dos fatores externos relacionados ao desenvolvimento da deformidade, sendo que o uso de calçados com salto alto e bico fino é o principal fator gerador desse problema. “Esse hábito, somado a fatores como pé plano ou pé chato, insuficiência do primeiro raio, ou seja, ter o dedão menor que o segundo dedo, entre outros detalhes anatômicos e biomecânicos, determinam condições para a formação dessa dolorosa deformidade”, alerta.
A prevenção está baseada em evitar o uso prolongado de problemas de calçados de salto alto, preferir sapatos de frente larga, solado firme e palmilhas. “Para pessoas com joanete estas medidas visam apenas conforto e alívio, sem a pretensão de corrigir a deformidade e restabelecer o formato e a biomecânica do pé”, reforça o ortopedista. O especialista afirma que o tratamento cirúrgico é complexo e deve ser realizado por um especialista na área. “Se realizada com a técnica e no momento adequados, o paciente apresentará um pós-operatório extremamente confortável e favorável, com retorno precoce às atividades normais”, informa.