Com capacidade para 698 presos, a penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”, em Uberaba, tem hoje 1.300 reclusos, ou seja, 86,24% além de seu limite
Com capacidade para 698 presos, a penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”, em Uberaba, tem hoje 1.300 reclusos, ou seja, 86,24% além de seu limite. Com apoio de órgãos públicos, empresas, sociedade e comprometimento dos servidores da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), subordinada à Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), e como forma de ressocialização, são oferecidos cursos, trabalho externo e cultivo de horta, que oferece verduras a entidades carentes na cidade.
De acordo com o diretor-geral da penitenciária, Itamar da Silva Rodrigues Júnior, o excesso de presos atrapalha no processo de ressocialização. Não existe, por parte da Suapi, controle de reincidência, o que geralmente é feito pelas polícias.
“Hoje temos os projetos de trabalho externo, cursos em parceria com a Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM) e cerca de 70 presos que trabalham no regime semiaberto em várias frentes e em quatro empresas privadas e na Prefeitura de Uberaba. Também temos uma horta na própria penitenciária, com cultivo por parte dos presos. As verduras aqui cultivadas são, em sua totalidade, doadas a instituições carentes de Uberaba, como, por exemplo, Casa do Menor Maria de Nazareth, Asilo Pedro Paulo, Sanatório Espírita”, disse o diretor-geral.
Somente no ano 2014 a penitenciária de Uberaba doou 17 toneladas de verduras, ou seja, cerca 50 quilos por dia. Já este ano, até o momento, já foram doadas mais de 10 toneladas. O diretor da penitenciária conclui: “Isto só é possível graças a doações de mudas e sementes de pessoas da sociedade e, claro, ao árduo trabalho dos agentes penitenciários daqui”.