CIDADE

Apesar das resistências, o pai assume novos papéis na família

A década de 60 pode ser considerada um divisor de dois momentos. Antes desta época a sociedade era patriarcal. Tinha o homem como elemento central

João Fábio Sommerfeld
Publicado em 14/08/2011 às 17:46Atualizado em 19/12/2022 às 22:50
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A década de 60 pode ser considerada um divisor de dois momentos. Antes desta época a sociedade era patriarcal. Tinha o homem como elemento central, que trabalhava para sustentar a família e era o centro de todas as decisões. Com o advento do uso da pílula anticoncepcional, a possibilidade do divórcio e a inclusão da mulher no mercado de trabalho, as portas se abriram para a participação efetiva da mulher no mundo que era predominantemente masculino.

Segundo o professor Gustavo Alvarenga Santos, do curso de Psicologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM, as mudanças que ocorreram com as mulheres também se refletiram no papel dos homens. Ele destaca que ainda existe muita gente com resistência a elas e lembra que os homens estão exercendo os papéis que já pertenceram às companheiras, como o cuidado da casa e dos filhos. “Muitos homens têm dificuldade de lidar com o trabalho doméstico e compartilhar os momentos com os filhos”, observa.

Além disso, ele lembra que a configuração familiar teve alterações, como as relações instáveis, pais separados, filhos que são criados por um pai ou mãe e as relações homoafetivas. No entanto, segundo a sua pesquisa, os filhos que foram criados apenas pela figura materna, por não ter um pai, buscam um substituto. “Que pode ser um tio, avô, amigo da mãe, entre outros. Mas tem um aspecto interessante. Pessoas que viveram sem os pais tendem a desenvolver interesse precoce sobre alguns aspectos culturais. Um dos meus entrevistados desenvolveu interesse por cinema. O herói que seria o meu pai foram os heróis que vi na tela”, ressalta. Ele complementa que é natural a busca pela referência, mesmo que seja fora de casa. “Quando não a têm, buscam na cultura”, destaca.

Sobre a jornada de trabalho, o professor observa que às vezes trabalhamos fora das empresas, devido à facilidade de comunicação, como a internet. Então, para ele, o tempo deixou de ser um aspecto qualitativo para ser quantitativo. Por isto, o professor explica que é muito importante para as famílias dedicarem um tempo exclusivo aos filhos. “Quando os pais estão reunidos com os seus filhos, que realmente se entreguem inteiramente. Para a criança e adolescente é muito mais importante sentir que tem alguém altamente disponível.” Ele lembra que, na interação entre os pais e filhos, os mais jovens passam a atualizar os pais. A interação entre ambos proporciona o acesso dos pais na vida dos filhos.

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