CIDADE

Apesar de preços mais baixos, vendas de hortifrútis têm queda

De acordo com o presidente da Associação dos Horticultores, Sérgio Nepomuceno, o consumo caiu significativamente

Geórgia Santos
Publicado em 23/06/2015 às 20:45Atualizado em 16/12/2022 às 23:37
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Mesmo com oferta alta e preços baixos, venda de hortifrutigranjeiros está fraca. De acordo com o produtor rural e presidente da Associação dos Horticultores do Vale do Rio Grande (Horvagra), Sérgio Nepomuceno, o consumo caiu significativamente. Com medo de crise econômica, as pessoas estão gastando menos e quem sofre é o produtor, pois os custos não mudaram. Ele avalia como razoável a comercialização na Ceasa ontem e prevê aumento nos preços nos próximos meses.

“Com custos fixos, não conseguimos manipular, e os preços caem, as vendas também e os gastos não mudam, o consumidor segue levando vantagem e precisa aproveitar o momento, pois a previsão é que esta realidade mude em breve. Diante desta situação, logo os produtores vão desistir, destruir as lavouras, pois não está compensando os gastos com o retorno baixo. Com isso, a oferta diminui e os preços sobem”, explica.

Sérgio revela que os brasileiros, ouvindo falar em crise econômica, estão retraídos, mesmo sem passar por dificuldades, estão limitando os gastos com medo do que pode acontecer nos próximos meses. Isto explica a queda nas vendas, os varejistas estão comprando bem menos. O produtor revela que, em média, vendia cerca de seis caixas de determinada verdura para um cliente e, agora, esse mesmo varejista compra, no máximo, quatro. “Diante desta situação, é preciso diversificar, sair em busca de compradores nos restaurantes e varejões. Estamos conversando até com as associações de moradores de bairros para que se reúnam e façam compras no atacado”, diz.

Quando questionado se é preciso ajuda do poder público, com incentivos, o presidente da Horvagra diz que não é esta a necessidade do momento. “Na verdade, estamos precisando de compradores. Não adianta dinheiro para subsidiar os custos se não há consumidores para comprar. Mas acredito que no segundo semestre a realidade será outra”, revela o presidente da Horvagra, ressaltando que a maioria dos produtos está com preços abaixo da média, apenas estão mais caras algumas frutas que não são do período e, ainda, a cebola e a batata.

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