Com mais de 1,5 mil assinaturas em favor de nova sede do Caps AD, grupo inicia discussões das políticas públicas de Direitos Humanos para usuários de drogas em tratamento
Comissão do “Movimento em favor do Caps AD”, formada por representantes dos usuários da instituição em Uberaba, realizou reunião, nesta quinta-feira (6), às 9h, na Casa dos Conselhos. O objetivo foi discutir políticas públicas de Direitos Humanos para os usuários de drogas que buscam tratamento e alternativas para a qualificação do atendimento depois que a Associação de Moradores do Tancredo Neves barrou a construção da sede, maior e mais equipada, naquele bairro.
Um abaixo assinado em favor da construção da nova sede, que vem sendo feito por membros do movimento e pela Arquidiocese, desde dezembro de 2013, já colheu cerca de 1.500 assinaturas. De acordo com o coordenador municipal de Saúde Mental, o psicólogo Sérgio Henrique Marçal, Uberaba se inscreveu em um projeto do Ministério da Saúde e foi contemplado com recurso de R$ 1 milhão para a construção de um Caps AD e R$2 milhões para duas unidades de acolhimento para pessoas em situação de rua. “Foi definido que a construção seria no bairro Tancredo Neves, mas a população de lá manifestou que não quer o serviço no local. A partir disto, um grupo de usuários organizou um movimento em favor dos Direitos Humanos, quanto ao direito de ir e vir, do acesso à saúde e de não serem discriminados. E eles estão se reunindo no intuito de estudar, bem como contribuir e participar da formulação de políticas públicas sobre drogas no município”, destaca.
O coordenador da Saúde Mental afirma que o processo de construção da nova sede do Caps AD está garantido, pois o recurso já foi liberado pelo Ministério da Saúde. A definição de outro local, que não no bairro Tancredo Neves, para a sede do serviço, deve acontecer durante reunião prevista para a semana que vem. “Foi definido ainda que o Centro de Atendimento vai mudar de local. O Caps vai ocupar espaço da URS Nídia Modesto Veludo, ou URS Mercês, que é uma edificação nova e está pronta, em anexo ao prédio em construção do Hospital Regional. O serviço vai passar para lá, temporariamente, até que a construção saia, tendo em vista o fato de que ali onde está, o espaço é muito ruim”, esclarece Marçal.