Aposentada diagnosticada com câncer de mama enfrenta dificuldades para agendar radioterapia pelo Sistema Único de Saúde
Aposentada diagnosticada com câncer de mama enfrenta dificuldades para agendar radioterapia pelo Sistema Único de Saúde. Hilda Ferreira Lopes esteve no Hospital Dr. Hélio Angotti na última segunda-feira para marcar o início da radioterapia, entretanto, segundo os atendentes, o tratamento só pôde ser agendado para o mês de dezembro.
Não é a primeira vez que Hilda enfrenta problemas no hospital. Segundo a aposentada, em 2009 teve um câncer na bexiga e passou por um tratamento com a aplicação de injeções. Durante seis semanas foram aplicadas duas injeções por dia. Entretanto, o hospital não tinha ampolas suficientes e Hilda teve de comprar cerca de 80 ampolas, no valor de R$380 cada uma.
“Estou realmente preocupada se vou conseguir marcar a radioterapia. O hospital já me deixou na mão uma vez, tive de pedir dinheiro emprestado. Minha sorte foi que contei com o apoio da associação de voluntários, que conseguiu me ajudar a comprar algumas ampolas”, afirma Hilda.
A aposentada está indignada com o descaso e a forma de como são tratados os usuários da saúde pública. “Fiz a minha cirurgia no dia 4 de outubro, e no último dia 24 o médico me encaminhou para radioterapia com urgência, entretanto, não posso começar meu tratamento, estou preocupada e com medo de que meu estado de saúde piore”, explica Hilda.
Assim que o Jornal da Manhã entrou em contato com a assessoria de imprensa do Hospital Dr. Hélio Angotti, uma equipe de assistentes sociais foi acionada para que fizesse uma visita a Hilda. De acordo com a assessoria, é preciso seguir um protocolo de atendimento de radioterapia. Entre as determinações é necessário que a cirurgia já esteja cicatrizada e no caso de Hilda ainda não tem um mês que a operação foi feita.
De acordo com a assessoria, há muitos pacientes que estão sendo atendidos, mas garante que Hilda vai ser encaixada para o tratamento. Além disso, o hospital vai tomar providências para que os profissionais que atenderam a aposentada e não passaram a informação completa sejam advertidos. “Como se trata de uma doença muito delicada e requer uma atenção maior de todos, o câncer de Hilda requer cuidados, mas não é caso de urgência”, afirma a assessoria.
Os assessores ressaltam ainda que em 2009, quando Hilda precisou das ampolas para o tratamento e não conseguiu pelo SUS, era momento de crise econômica no hospital, o que já foi superado. O orçamento da unidade vem melhorando significativamente, de acordo com a assessoria.