CIDADE

Arquidiocese distribui panfletos para orientar fiéis quanto a candidatos

O folheto possui texto de dom Paulo Mendes Peixoto, explicando que é preciso ouvir e conhecer bem o candidato que irá representá-lo

Geórgia Santos
Publicado em 18/09/2014 às 20:55Atualizado em 17/12/2022 às 03:37
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Arquidiocese de Uberaba distribui panfletos para orientar fiéis na escolha do candidato nas eleições gerais de outubro. O folheto possui texto do arcebispo dom Paulo Mendes Peixoto, explicando que é preciso ouvir e conhecer bem o candidato que irá representá-los nos próximos quatro anos, e, ainda, que não votar ou anular o voto “revela descompromisso e fuga da responsabilidade”. O material contém ainda palavras do papa Francisco, para quem se envolver na política é uma obrigação de todo cristão.

Segundo dom Paulo, os panfletos começaram a ser distribuídos no último domingo. Cada padre levou para sua paróquia uma quantidade de material para que fosse entregue aos fiéis da forma que desejar, sendo que a maioria aproveita o final das missas para fazer a distribuição. “A Igreja tem o compromisso de formar consciência, de deixar os fiéis agirem com liberdade, por isso a religião Católica nunca defendeu um ou outro candidato”, afirma.

A intenção é orientar o cristão, que também é um cidadão, na hora de escolher o candidato, para que tome conhecimento da vida desta pessoa, se teve uma caminhada desonesta, se possui a ficha limpa, a sua estrutura de vida, aqueles que possuem trajetória política, saber como agiram em outro mandato. “Enfim, são algumas dicas que estão sendo repassadas para que saibam separar o ‘joio do trigo’”, enfatiza dom Paulo.

Ainda conforme as palavras ditas pelo arcebispo, neste panfleto, se a política propicia o bem-estar e a garantia dos direitos de todos, ela se torna um exercício de amor e de justiça. Por isto, implica uma enorme responsabilidade. “Da ação de cada político vai depender a sorte de muitas pessoas para melhorar suas condições de vida ou não. Se o político olha apenas para seus interesses particulares, em vez do bem-comum, é a comunidade que perde. O eleitor não pode ser conivente com as falcatruas de alguns políticos. Por isto, votar em quem age com irresponsabilidade é ser corrupto como ele”, destaca o arcebispo metropolitano.

Para finalizar, ao contrário que muitos imaginam, a religião deve, sim, se envolver com a política. Segundo dom Paulo, a política é o bem-comum, portanto, a Igreja pode ser considerada política por natureza, o que é diferente de politicagem, em que são praticadas ações pelo candidato e também pelo eleitor de forma irregular.

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