Fernanda Borges
Dom Paulo Mendes Peixoto comenta que a rotatividade é saudável à Igreja, que se propõe ser dinâmica
Arquidiocese de Uberaba realiza segundo grande rodízio de padres do episcopado de dom Paulo Mendes Peixoto. Várias mudanças já foram realizadas, e o grande destaque vai para as paróquias Santa Maria, Mãe da Igreja (Nossa Senhora da Aparecida) e Santa Teresinha, que na próxima semana contarão com novos padres.
A primeira grande mudança no clero aconteceu em 2013, alterações significativas que movimentaram as comunidades, como, por exemplo, a Catedral Metropolitana, onde monsenhor Paulo Porta permaneceu por 24 anos, e agora monsenhor Valmir Ribeiro é o pároco responsável. Vale destacar também a Paróquia de São Benedito, em que padre Marcelo Pinto foi empossado no ano passado, e a Paróquia da Ressurreição, cujo padre Alessandro Bobinton se despediu da comunidade, e o monsenhor Paulo Porta tomou posse. Ao todo, neste mesmo período, foram 15 substituições realizadas por dom Paulo.
Mas as mudanças não param, algumas já foram realizadas em cidades da arquidiocese, como Pirajuba, Campo Florido, Prata, Nova Ponte e Araxá. Restam apenas duas paróquias em Uberaba, Santa Maria, Mãe da Igreja (Nossa Senhora da Aparecida), onde a posse do padre Marino Molina está marcada para o dia 16 de fevereiro, e da Santa Teresinha, que acontece no dia 19 do mesmo mês, com a posse do monsenhor Célio Pereira Lima. Ambas acontecem no mesmo horário, às 19h, nas respectivas paróquias.
Dom Paulo, por sua vez, diz que está seguindo orientações para que haja mobilidade na Igreja para mudanças, sair das mesmices, e desta forma fazer trocas daqueles padres que estavam em paróquias há mais de seis anos. “Essa situação está acontecendo em vários cantos do país, para dinamizar a Igreja. Acho importante essa mudança, pois, quando um padre fica muito tempo em uma comunidade, acaba ficando restrito a um grupo pequeno de pessoas, que ficam apegadas ao padre e outras vão se distanciando. E é possível perceber que esse grupo, depois da mudança, retoma as atividades com outro vigor. Além disso, em qualquer setor, quando há a permanência da mesma pessoa, não acontecem novidades, também é assim na Igreja, estamos vivendo uma cultura do novo e a Igreja deve acompanhar”, explica dom Paulo.
O arcebispo afirma também que os fiéis devem frequentar a igreja por amor a Cristo e não por conta do padre. “As pessoas precisam se acostumar com a mudança, o povo fica e o padre passa, ele não fica eternamente na paróquia”, enfatiza.