CIDADE

Assassinos de Izabella Gianvechio e dos gêmeos vão a júri popular hoje

Ambos os réus respondem três vezes por homicídio duplamente qualificado, mediante promessa de recompensa, bem como por motivo torpe e fútil

Thassiana Macedo
Publicado em 08/10/2018 às 22:11Atualizado em 17/12/2022 às 14:15
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Está marcado para hoje, a partir de 9h, o julgamento popular de Matuzalém Ferreira Júnior e Antônio Moreira Pires no Fórum de Igarapava (SP), que fica na rua Capitão Antônio Augusto Maciel, nº 130, centro. Matuzalém é acusado de mandar matar a comerciária Izabella Gianvechio, de 22 anos, e seus filhos gêmeos Lucas Alexandre e Ana Flávia Marques Gianvechio, de apenas dois meses. Já Antônio, vulgo “Pedrão”, é apontado como o executor dos disparos. O crime cruel, que chocou Uberaba e região, completou quatro anos em 12 de fevereiro de 2018.

O advogado Vitor Rachid Colucci Daher atuará como assistente de acusação a pedido da família das vítimas. Os dois réus respondem três vezes por homicídio duplamente qualificado, mediante promessa de recompensa, bem como por motivo torpe e fútil. Ambos se encontram presos em penitenciária de Tremembé (SP), aguardando o julgamento. A titular da Delegacia da Mulher em Uberaba, delegada Carla Garcia Bueno, é a principal testemunha arrolada pela acusação contra os réus.

Conforme foi apurado em investigações da Polícia Civil de Uberaba, Izabella Gianvechio foi morta em 12 de fevereiro de 2014 no meio de um canavial, à margem da rodovia Anhanguera, no município de Aramina (SP). Já o casal de recém-nascidos também foi cruelmente assassinado no meio de vegetação à margem da mesma rodovia, a poucos quilômetros do local onde a comerciária foi executada a tiros.

Ainda segundo a Polícia Civil, a mãe e as crianças saíram de Uberaba na companhia de Matuzalém Ferreira Júnior e Antônio Moreira Pires. Em investigação sobre a motivação do crime, a polícia descobriu que o empresário teria encomendado o triplo assassinato em razão de processo para realizar o reconhecimento da paternidade dos gêmeos. 

Audiência que ouviria Izabella já estava marcada e o juiz, responsável pela ação, tentaria fazer com que ela indicasse o nome do suposto pai para o reconhecimento espontâneo ou a solicitação de exame de DNA para a investigação da paternidade. O empresário e a comerciária tiveram um caso passageiro, que, segundo ela, teria gerado as duas crianças. Em junho de 2015, o juiz Clóvis Humberto Loureço Júnior, de Igarapava, determinou a exumação dos corpos dos gêmeos para verificar se o empresário era o pai dos bebês, mas o resultado do exame descartou essa possibilidade.

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