Por conta de não haver informação oficial sobre o número de estabelecimentos que já foram reabastecidos na cidade, a Fundação tem trabalhado com base nas denúncias dos consumidores
Devido à crise dos combustíveis provocada pela greve nacional dos caminhoneiros, a Fundação Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) mantém a fiscalização dos estabelecimentos em Uberaba. Nesta terça–feira (29) a equipe de fiscalização percorreu alguns postos para checar denúncias de comercialização de combustíveis a preços abusivos.
Segundo a chefe de fiscalização e acompanhamento de preços, Thatiana Carvalho Pereira, ainda não há informação oficial sobre o número de estabelecimentos em Uberaba que já foram reabastecidos. Por essa razão, o órgão tem trabalhado com as denúncias dos consumidores. Até o momento, nenhum posto foi flagrado comercializando qualquer tipo de combustível com preço acima do que havia sido registrado nas últimas pesquisas.
Na segunda–feira, o presidente da Fundação Procon, Rodrigo Mateus, juntamente com o prefeito em exercício, Luiz Humberto Dutra, participou de reunião com revendedores de combustíveis para discutir a situação do desabastecimento. Durante a reunião foi recomendado que o mercado se abstenha de condutas ilegais, como a elevação injustificada e exorbitante do preço, sob pena de instauração de procedimento de investigação criminal junto ao Ministério Público ou de inquérito policial.
O Procon emitiu, ainda, novas recomendações, que deverão ser seguidas até a normalização dos serviços. Entre elas, foram estabelecidas quantidades limitadas de litros de combustíveis para cada veículo, que serão de 30 litros para gasolina e etanol; e 60 litros de diesel por veículo, até o prazo final da recomendação.
A venda por meio de galões ficará facultada a cada estabelecimento e, uma vez adotada, deverá respeitar também as quantidades definidas na alínea “D” e só será realizada em recipientes certificados pelo INMETRO, conforme já estipulado em portaria específica da ANP.
Diante de qualquer irregularidade o consumidor pode acionar o Procon pelo telefone ou Whatsapp (34) 99869-9000.