CIDADE

Atendimento e planos de saúde lideram as queixas no Procon

Mesmo a população que paga também enfrenta obstáculos na hora de agendar consultas e até mesmo falta de médicos em pronto-atendimento

Thassiana Macedo
Publicado em 14/06/2015 às 14:10Atualizado em 16/12/2022 às 23:44
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Além das inúmeras dificuldades enfrentadas pela população que procura atendimento em unidades de saúde pública em todo o país, o setor privado também vem sendo alvo de inúmeras reclamações. Em Uberaba, as principais queixas estão relacionadas, especialmente, à demora no atendimento. Mesmo a população que paga também enfrenta obstáculos na hora de agendar consultas e até mesmo a falta de médicos em pronto-atendimento hospitalar.

Na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a quem compete a fiscalização a planos de saúde, de março de 2013 a fevereiro de 2015, as reclamações contra a operadora Unimed Uberaba chegaram ao pico de 56 denúncias ao mês, o que foi registrado em novembro de 2014, e 51 reclamações/mês em fevereiro deste ano, considerando a média mensal do número de reclamações nos seis meses anteriores para cada 10 mil beneficiários. No caso da RN Saúde, no mesmo período, as reclamações chegaram ao pico de 73 em fevereiro de 2014, mas o índice caiu para 19 em fevereiro de 2015.

De um total de 7.681 atendimentos realizados pelo Procon Uberaba, em 2013, foram registradas 623 reclamações, das quais 14 estavam relacionadas ao setor de saúde. No ano passado, de 8.417 atendimentos, 209 foram na área de saúde e houve seis registros de reclamações. Em 2015, de janeiro a 12 de junho já foram realizados aproximadamente 200 atendimentos relacionados ao setor de saúde, entre queixas por preço de serviços e procedimentos contra clínicas geriátricas e de estética, farmácias, cartão de desconto, mas também planos odontológicos e planos de saúde. O Procon ainda não tem o número de reclamações registradas para o setor este ano. Quanto aos planos de saúde, as principais queixas envolvem cobertura e reembolso de atendimentos.

Procon cobra informação de preços em clínicas, consultórios e hospitais. Recentemente, o órgão deu início a uma campanha para que consultórios médicos, clínicas, laboratórios e hospitais informem ao cliente o preço das consultas, procedimentos e exames em local visível, baseada no Código de Defesa do Consumidor. De acordo com o coordenador Leonardo Sivieri Varanda, até o momento foram visitados 40 estabelecimentos que também devem cumprir o que diz a Lei nº 8.078, de 1990. A partir da notificação dos estabelecimentos de saúde, o coordenador ressalta que o Procon deu um prazo de dez dias para a adaptação solicitada e, em breve, os fiscais voltarão aos locais para a verificação.

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