Reclamações relativas à precariedade no atendimento do Procon Uberaba continuam chegando ao Jornal da Manhã. Mulher, que não quis ser identificada, contou que tentou, durante dois dias, atendimento no órgão de defesa do consumidor. Segundo ela, estava com problemas com empresas de telefonia fixa e móvel, tinha um prazo estabelecido pela empresa para resolver o problema e, em virtude do descaso dos funcionários e do mau atendimento, perdeu seus direitos. Segundo a reclamante, não há o cumprimento de horários. Os funcionários estão despreparados e há muita gente na fila de espera. “Todos andam pra lá e pra cá e não resolvem nada”, reclama. A mulher afirmou, ainda, que só depois de ameaçar fazer um boletim de ocorrência é que conseguiu ser atendida e, mesmo assim, o problema não foi resolvido. Procurado pela redação do Jornal da Manhã, Rodrigo Mateus, renomeado esta semana para o cargo de Coordenador Geral do Procon, explicou que o estabelecimento está funcionando com estrutura precária neste período em virtude da indefinição de cargos depois do fim dos contratos com o governo municipal, em 31 de dezembro, mas que não é por isso que a qualidade do atendimento caiu. Segundo ele, o grau de solução dos problemas que chegam a Uberaba é de 90%. Conforme Rodrigo, casos como a denúncia feita ao JM acontecem frequentemente, mas ele não aceita o oportunismo de pessoas. “Elas aproveitam o momento de dificuldade do Procon para desqualificar o serviço que é prestado. Muitas pessoas que procuram o órgão estão esgotadas por às vezes tentarem resolver o problema sozinhas e não conseguirem. Quando chegam ao estabelecimento e se deparam com fila e demora no atendimento, criam situações, como ameaças, tumultos e provocações, para ser privilegiadas e atendidas antes das outras”, revela.