CIDADE

Atraso no repasse da Prefeitura deixa ICBC em dificuldades

Segundo o presidente da instituição, Mauro Elias, um dos motivos da falta de dinheiro é o atraso da verba repassada pela Prefeitura

Geórgia Santos
Publicado em 06/01/2016 às 08:15Atualizado em 16/12/2022 às 03:07
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Instituto de Cegos do Brasil Central (ICBC) enfrenta dificuldades financeiras, e a diretoria teme atraso no pagamento de funcionários. De acordo com o presidente da instituição, Mauro Humberto Elias, um dos motivos da falta de dinheiro é o atraso da verba repassada pela Prefeitura, no valor de R$23 mil por mês.

Conforme informações repassadas pelo Instituto as contas mensais estão sendo pagas com dificuldade. “Nunca passamos por uma crise tão intensa, principalmente com atrasos de repasses do poder público municipal. Essa situação começou em outubro do ano passado, quando recebemos apenas parte da verba, e quanto a de novembro não recebemos nada”, explica Mauro.

O presidente destaca que até o mês de dezembro o ICBC ainda conseguiu cumprir todos os compromissos, porém, pela primeira vez, em mais de 70 anos, a folha dos funcionários do mês de janeiro será paga após o vencimento. Além disso, o atraso no repasse também está prejudicando o cumprimento de outros compromissos, mas a grande preocupação é com a folha de pagamento, pois entre os 25 funcionários da instituição há aqueles cuja única fonte de renda é o salário do ICBC. “Em função desta crise toda não sabemos como será o reinício das aulas, se vamos conseguir voltar às atividades e cumprir o ano letivo completamente”, relata.

Mauro destaca que por diversas vezes procurou a Prefeitura questionando o atraso no repasse do convênio. A explicação dada, inclusive em reunião junto a outras instituições, segundo ele, é de que a Prefeitura está tendo problemas financeiros, sem recurso para cumprir seus compromissos. Porém, independente dessa situação, o presidente enfatiza que o Instituto, quando celebra um convênio, assume responsabilidade por conta dos recursos dele oriundos e a ausência do repasse acarreta problemas. “Recebemos informações, pela Imprensa, de que o pagamento seria feito em março, mas não temos condições de esperar por três meses”, afirma.

Mauro não esconde a preocupação com relação ao convênio de 2016, pois todo ano é renovado automaticamente, ainda não foi assinado, e se o repasse realmente será regular neste ano.

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