Reajuste das mensalidades das escolas particulares brasileiras em 2012 será maior que a inflação oficial do ano passado. Em Minas Gerais, o aumento da mensalidade escolar vai variar de oito a 12%, em média. De acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Triângulo Mineiro, este ano as escolas estão compensando o déficit de planilhas de gastos, que não é reajustada há bastante tempo.
Segundo os sindicatos, o cálculo do reajuste das escolas leva em conta a inflação, aumento salarial dos profissionais da educação (professores e pessoal administrativo), calote no setor, novas tecnologias e gastos fixos como aluguel, telefone, água, luz.
Segundo a presidente do sindicato, Átila Rodrigues, o reajuste da mensalidade segue uma legislação. “A lei determina que a escola tem que ter uma planinha de custos para dividir pelo número de alunos pagantes e formar o seu preço, que resulta na mensalidade. Nem tudo na planilha de custos é reajustado pelo INPC. Nos últimos anos, as escolas têm trabalhado com o índice de reajuste do INPC para coincidir com o salário dos pais e uma média de indexação da economia. Assim, a escola deixou de repassar os índices, isto é, a atualização dos custos da sua planilha. Desta forma, a escola vem tendo um achatamento das suas mensalidades. Assim, este ano a escola buscou compensar seu déficit de planilha”, explica Átila.
Em função desta recomposição de preço, algumas instituições irão fazer o reajuste em 8%, outras em 10% e algumas, raras exceções, deverão chegar a 12%. Segundo Átila, o que mais pesa na planilha é a folha de pagamento dos professores. “Não significa que todas as escolas reajustaram bem acima da inflação, e sim que as escolas reajustaram a sua mensalidade sobre a sua planilha de custo”, explica.
Diante deste reajuste é que o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro) espera que o salário da categoria também seja reajustado além da inflação. De acordo com diretor regional do Sinpro, Marcos Gennari Mariano, ao longo dos últimos anos as mensalidades escolares têm aumentos superiores ao que é repassado aos professores. “Então, nós, do sindicato, estamos reivindicando um aumento real em que seja possível recuperar parte deste valor que as instituições cobram dos pais, repassando aos professores”, explica.