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Aumento nos diagnósticos de TEA reflete maior conhecimento, dizem neurologistas

Médicas reforçam que autismo é condição do neurodesenvolvimento e não tem relação com vacinas

Débora Meira
Publicado em 26/04/2026 às 15:27
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O autismo não é uma doença adquirida. A pessoa nasce com a condição (Foto/Divulgação)

O número de diagnósticos do Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem aumentado nos últimos anos. Contudo, especialistas ponderam que esse cenário está mais relacionado à ampliação dos critérios diagnósticos e ao maior conhecimento sobre o tema do que a um crescimento real de casos. 

Em entrevista à Rádio JM, as neurologistas Danielle Borges e Christiane Borges explicaram que a compreensão do espectro, atualmente, amplia a identificação de pessoas que antes não encontravam um diagnóstico fidedigno. “Hoje a forma de diagnóstico está sendo mais ampla, com critérios mais abrangentes. Muitas pessoas adultas estão sendo diagnosticadas agora, depois de anos sem identificação”, explica Danielle. 

Segundo a especialista, esse movimento também tem levado ao reconhecimento de casos em adultos que, após o diagnóstico de filhos ou familiares, passam a compreender melhor dificuldades vividas ao longo da vida. 

Cristiane reforça que o TEA não é uma condição adquirida ao longo da vida, mas relacionada ao neurodesenvolvimento e com forte componente genético. Ela também destaca a importância de combater informações falsas que ainda circulam sobre o tema, como a associação entre vacinas e autismo, hipótese já descartada pela comunidade científica. “O autismo não é uma doença adquirida. A pessoa nasce com a condição. E não há relação com vacinas”, reforça Christiane. 

De acordo com a neurologista, embora ainda existam pesquisas em andamento sobre fatores associados ao desenvolvimento do TEA, não há evidências de causas externas isoladas que expliquem o transtorno. 

Danielle ainda alerta para a necessidade de cautela na avaliação, especialmente na infância, já que sinais iniciais podem ser confundidos com outras condições do desenvolvimento. As médicas reforçam que o diagnóstico do TEA deve ser baseado em avaliação clínica detalhada e acompanhamento contínuo, o que ajuda a evitar interpretações precipitadas, principalmente em crianças. 

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