Apesar de ter características rurais, com estrada de terra e chácaras, o bairro se enquadra na zona urbana do município, inclusive muitos moradores pagam pelo Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), porém a estrutura não é nada boa, e uma das preocupações é com a falta de rede de esgoto e água.
O morador Donizete Vicente de Paula se diz indignado com a situação, pois paga imposto e não tem os serviços básicos, assim como nos outros bairros. “Hoje, para ter água em casa, alguns moradores têm poços artesianos, um procedimento muito caro, e outros, cisternas. Já para o esgoto, todos possuem fossa séptica. Na minha casa construí bem próximo à rua para facilitar a ligação com a rede quando o serviço for realizado. Além disso, está bem tampada com cimento e arame. Porém, nem todas as propriedades possuem fossas em boas condições”, explica Donizete Vicente.
De acordo com o aposentado Antônio Aparecido de Oliveira, o bairro está crescendo, aumentou o número de moradores e fazer a rede de esgoto é necessário, já que a construção da fossa séptica está limitada para as pessoas que vivem no local, o que para novos moradores se torna um risco.
Com relação ao abastecimento de água, o aposentado lembra que no início não havia cisternas e nem poço artesiano, e tinham de buscar água em outros bairros. “Enfim, espero que o prefeito Paulo Piau se sensibilize com a nossa situação, regularize o necessário, para que possamos ter qualidade de vida. Já são 15 anos nessa situação, sem que haja avanços”, afirma.
Alguns moradores ainda relatam os custos gerados com a fossa séptica, pois quando enche é preciso acionar empresas de saneamento para fazer o esvaziamento, o que custa algo em torno de R$500. Além disso, a ausência de saneamento em um bairro está ligada a problemas de saúde pública.
A situação foi repassada à assessoria de imprensa do Codau, e de acordo com nota encaminhada, os loteamentos e conjuntos habitacionais construídos no município devem seguir uma série de normas previstas na legislação municipal, para implantações de redes de água e esgoto, que devem ser feitas pela loteadora. A responsabilidade do Codau é vistoriar a infraestrutura relativa à implantação dessas redes de água e esgoto nos loteamentos.