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Autoescolas têm até dezembro para adotar os simuladores

Contran voltou a fazer a exigência aos Centros de Formação de Condutores e deu prazo até 31 de dezembro para a adequação

Felipe Madeira
Publicado em 23/07/2015 às 07:59Atualizado em 16/12/2022 às 23:10
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Foto/Reprodução

Simuladores facilitam o aprendizado do candidato a motorista que nunca teve experiência com o trânsito

Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada esta semana no Diário Oficial da União (DOU) prevê a volta da exigência do uso de simulador de direção nos cursos de formação de condutores. A decisão vale para todo o país e passa a ser cobrada a partir do dia 31 de dezembro deste ano.

A obrigatoriedade do equipamento nos cursos das autoescolas já foi exigida antes pelo órgão, mas, devido a dificuldades de atendimento de demandas de fabricantes e adaptações nas empresas credenciadas pelo Detran, havia sido prorrogada. Agora a medida volta a ser aplicada a pedido dos Detrans de todos os estados brasileiros. Caso passe a valer no prazo determinado, os alunos deverão substituir cinco horas das aulas de direção por simulação no equipamento.

A decisão enfrentou duras críticas por parte de proprietários de autoescolas na primeira vez que foi proposta. Fora o software utilizado, a máquina custa em torno de R$40 mil, valor que ultrapassa o preço de um carro. Ainda assim, as escolas enfrentam dificuldades em adquirir o equipamento, devido ao pequeno número de fábricas que fornecem o produto.

Proprietário de uma autoescola na cidade, Íris Rezende explica que o simulador pode, sim, ser benéfico para alguns alunos, uma vez que ajuda a superar dificuldades no início do aprendizado, no entanto, a aplicação da forma de ensino ainda é muito defasada no país. “Os donos de autoescolas estão desacreditados, pois o governo propôs e suspendeu a obrigatoriedade. Isso fez com que muitos comprassem o produto, mas que acabaram não sendo utilizados. Os fabricantes também não estão confiantes por avaliar que a medida pode ser adiada novamente e o empresário perder o investimento”, disse.

A resolução publicada pelo Contran é a segunda a enfrentar problemas em sua implantação. Outra, também lembrada pelos donos de autoescolas e que já foi adiada três vezes, é a obrigatoriedade do uso do extintor ABC, que deveria ser obrigatório no fim do ano passado. O acesso ao produto também apresenta dificuldades, uma vez que as fábricas não atendem à demanda.

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