CIDADE

Bancários fazem ato contra demissões no HSBC

Durante o período da manhã de ontem o grupo permaneceu na porta da agência centro protestando contra as demissões

Geórgia Santos
Publicado em 23/08/2014 às 21:30Atualizado em 19/12/2022 às 06:18
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Sindicato dos Bancários de Uberaba e Região realizou o Dia Internacional de Luta contra o HSBC. Durante o período da manhã de ontem o grupo permaneceu na porta da agência centro protestando contra as demissões, melhores condições de trabalho, mais respeito e valorização dos trabalhadores.

A manifestação está acontecendo em várias cidades da América Latina, no intuito de reivindicar melhorias ao trabalhador. Segundo o secretário-geral do sindicato, Julimar de Oliveira, mesmo com lucros exorbitantes, em que no primeiro semestre deste ano o banco inglês chegou a faturar US$9,64 bilhões, enquanto que no Brasil foi de US$55 milhões, ainda estão acontecendo demissões. “O banco não respeita quem trabalha para produzir esse resultado. E, apesar deste lucro, fechou 616 empregos no ano passado, No primeiro semestre deste ano no Brasil foram 20 agências fechadas, o que trouxe ainda mais preocupações aos trabalhadores, assim como para clientes”, explica o secretário-geral.

A categoria entende que as atitudes adotadas pelo banco representam um desrespeito com relação aos funcionários, bem como com os clientes, pois cobra tarifas exorbitantes e taxas de juros altas e, mesmo assim, presta atendimento ruim, pois as demissões estão acontecendo e não há funcionários nas agências para atender ao cliente, gerando fila e aborrecimento. “Em Uberaba, a situação não é diferente. Nos caixas, apenas um funcionário está trabalhando e a fila, atrás dos biombos, é enorme”, afirma Julimar.

Além do incômodo gerado ao cliente, o número reduzido de bancários, por conta das demissões, está gerando mais trabalho para aqueles que ficaram, que, sobrecarregados, não conseguem garantir atendimento de qualidade. “Por isso estamos protestando e pedindo apoio aos clientes”, afirma.

Campanha. Neste período a categoria está em campanha salarial, negociando benefícios juntos aos banqueiros. Até o momento já foram realizadas duas reuniões, em que foram reivindicadas melhores condições de trabalho, principalmente com relação à saúde do bancário, que hoje é um profissional sujeito a riscos, diante das metas que precisa cumprir e do assédio moral. Não houve avanços. Na semana que vem os banqueiros devem encaminhar proposta, principalmente com relação ao reajuste salarial, cuja reivindicação é de 12,5%, explica Julimar.

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