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Beneficência Portuguesa tem risco de ser fechada por falta de médicos

Publicado em 04/02/2012 às 22:41Atualizado em 17/12/2022 às 08:08
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Beneficência Portuguesa pode fechar as portas por falta de ginecologista. Vinte profissionais pediram demissão, insatisfeitos com a remuneração. Durante toda a semana, o hospital passou por apuros, e por pouco não precisou encerrar as atividades no dia 1º de fevereiro, como estava previsto.

De acordo com a gestora do Hospital Beneficência Portuguesa, Raquel dos Santos Anjo, o hospital trabalha com uma cooperativa de médicos, e o contrato é vinculado à prefeitura, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). No dia 30 de novembro de 2011 o contrato venceu, mas os médicos continuaram em atividade na expectativa de que tivessem mudanças quanto aos valores, pois há cinco anos não havia aumento nos salários. Em virtude das medidas de contenção de gastos adotadas pela prefeitura, principalmente na área da saúde, que foi da ordem de 6%, os funcionários teriam de ficar por mais um ano sem aumento.

“Mesmo antes deste corte já estávamos prevento algumas mudanças no hospital, para diminuir os gastos. Apresentamos a proposta à equipe de médicos, entretanto, não aceitaram e deram um prazo de seis dias para que formássemos uma nova equipe. Conseguimos montar a equipe, com pediatria, anestesistas e funcionários para a ultrassonografia, somente não tínhamos profissionais para ginecologia. Sendo assim, a previsão era de que fecharíamos as portas no dia 1º de fevereiro”, explica Raquel, ressaltando que isto só não aconteceu porque foi possível trazer profissionais de fora.

Segundo Raquel, a instituição está fazendo o que pode, pois o Hospital de Clínicas não está mais realizando atendimento para parto desde segunda-feira, por conta da superlotação. No hospital existem 21 leitos na UTI Neonatal e 11 leitos para partos de média complexidade, sendo que atualmente existem 14 pacientes nos leitos comuns e a UTI está lotada. Portanto, a Beneficência Portuguesa absorve esta demanda para dar suporte à rede da cidade. Entretanto, com este problema que o hospital vem enfrentando, Raquel diz que não sabe até quanto vai ser possível manter as atividades, com o pronto atendimento de portas abertas.

“Estamos literalmente correndo atrás de médico, pois durante a noite teremos de fechar as portas do pronto atendimento, por falta de profissionais na casa. A minha equipe está tentando trazer médicos de fora, estamos em contato com profissionais da região, para evitar o fechamento, pois se isso acontecer não vai ter lugar para fazer parto pelo SUS em Uberaba”, explica Raquel. 

Ainda segundo a gestora, no intuito de encontrar soluções, no início da semana foram realizadas reuniões com a Promotora de Saúde, Claudia Alfredo Marx e com a Secretaria Municipal de Saúde, para avaliar a possibilidade de remanejar médicos das Unidades de Saúde, até que seja possível montar um corpo de ginecologia. Entretanto, não foi possível fazer este remanejamento, pois se corria o risco de desfalcar o Programa de Saúde da Família. “O mercado está com falta de gente para trabalhar pelo SUS, este é o grande gargalo da cidade”, afirma.

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