Jairo Chagas
Em fase de ocupação, Residencial Rio de Janeiro foi alvo de uma série de boatos nos últimos dias
Boatos envolvendo o Residencial Rio de Janeiro preocupam mutuários e a direção da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra). Recentemente, foram divulgadas diversas informações em redes sociais envolvendo o bairro recém-entregue e que está em fase de ocupação. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o presidente da Cohagra, Marcos Jammal, desmentiu as informações e ainda criticou os responsáveis pela divulgação dos fatos inverídicos.
As informações espalhadas nas redes eram de que as casas tinham sido invadidas e posteriormente que roubos teriam acontecido em moradias de famílias que se mudaram. E, por último, de que incêndio teria destruído parte das habitações, quando, na verdade, se tratava de queimada de mato nas redondezas e que apenas chamuscou algumas paredes. Diante destes fatos, Jammal pediu desculpas aos mutuários.
“Peço perdão em nome desses ‘idiotas’, porque não há outra forma de chamar estas pessoas que inventaram essas informações e que serviram para desestabilizar as famílias que estão no local. Uma pessoa que inventa mentiras como estas não ter amor a ninguém”, afirma Jammal.
O presidente da autarquia revela que vários mutuários procuraram a Cohagra preocupados com a situação para saber se os fatos realmente aconteceram. Em alguns casos o nervosismo foi tanto que chegaram a passar mal. Aqueles que estão esperando pela entrega das casas do módulo B ficaram ainda mais apreensivos, pois a informação era de que o incêndio havia acontecido neste local. “Mutuários me ligaram chorando ao saber do suposto incêndio”, diz.
Jammal disse ainda que, para garantir o que são informações verdadeiras, os mutuários devem buscar meios de comunicação, como o Jornal da Manhã, para verificar se realmente foram divulgados os fatos, e se não houver nada relacionado, é porque são boatos.
Troca de construtora vai agilizar as obras do módulo B do residencial
Passada a entrega dos módulos A e C do Residencial Rio de Janeiro, agora fica expectativa da entrega do módulo B. As unidades ainda não estão prontas pois houve alguns entraves envolvendo a construtora.
“O nosso desejo era fazer a entrega de todas as unidades de uma vez só. Mas a construtora responsável pelo módulo B não teve condições de seguir com a obra, diante da crise econômica. Houve a substituição e agora a responsável é a Nasman, e já conseguimos a autorização do banco, do Ministério das Cidades, e resta apenas o aval do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), que são questões de documentação. Assim que for autorizada, a
Nasman apenas vai transferir o seu canteiro de obras, que está no módulo C, para o B”, explica o presidente da Cohagra, Marcos Jammal.
O presidente destaca que será uma obra mais simples de dar sequência, pois restam apenas os acabamentos das casas e asfaltamento de algumas ruas. Sobre a previsão de entrega, Jammal prefere não arriscar datas. “Pelo que pude perceber, não vai demorar a conclusão, acredito que isso aconteça ainda neste primeiro semestre. Esta é uma avaliação minha, com os engenheiros da Cohagra, mas cada construtora tem as suas particularidades”, enfatiza Jammal.
Todas as unidades devem estar com energia elétrica até este domingo
O Residencial Rio de Janeiro, entregue na semana passada pela Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), já está com 950 casas com a energia instalada. Conforme explica o agente comercial da Cemig, Hudson Elvis, a previsão é de que todas as ligações cadastradas no sistema sejam finalizadas até hoje. “É importante frisar que a pessoa que possuir pendências junto à Cemig deverá comparecer pessoalmente à companhia para tratar da sua situação”, explica Hudson.
O presidente da Cohagra, Marcos Jammal, esclarece que as ligações de água também estão sendo realizadas pelo Codau com bastante agilidade.
Quanto à Cemig, ele pontua que as pessoas que possuem débitos não terão a energia ligada. “As pessoas nessas condições, que ainda não procuraram a Cohagra, devem comparecer à companhia, que vamos emitir um documento que deverá ser apresentado junto à Cemig. É importante que todos saibam que serão atendidos”, afirma Jammal.