Aberta à comunidade e sem inscrição prévia, primeira edição do evento do HC-UFTM será neste domingo (8), às 8h, com concentração a partir das 7h45
O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) promove neste domingo (8), em Uberaba, a primeira Caminhada da Prematuridade. Aberto à comunidade, o evento começa às 8h, no Piscinão, com concentração às 7h45, na portaria principal. Não é necessário fazer inscrição.
A atividade integra a campanha Novembro Roxo, dedicada à conscientização sobre a prematuridade, e chama atenção para a continuidade dos cuidados com os bebês depois da alta hospitalar. A organização é do Comitê de Incentivo ao Aleitamento Materno e da equipe de Neonatologia do hospital.
“Vamos sair das paredes das unidades neonatais e levar essa causa para as ruas, envolvendo profissionais, famílias e toda a comunidade, transformando conscientização em ação”, afirma a pediatra e neonatologista Pávila Virginia de Oliveira Nabuco, coordenadora do comitê.
Neste ano, a campanha tem como tema “Pequeno no tamanho, grande no potencial. Investir no acompanhamento pós-alta é proteger o futuro”.
Cuidado continua depois da alta
A pediatra e neonatologista Keilly Fonseca e Andrade explica que a caminhada também busca alertar as famílias sobre a importância do acompanhamento periódico da saúde e do desenvolvimento infantil na rede de saúde. Esse cuidado envolve enfermeiros, médicos de família e pediatras das unidades básicas, além de terapias de estimulação precoce, como terapia ocupacional, fonoaudiologia e fisioterapia.
No HC-UFTM, o Ambulatório de Follow-up oferece acompanhamento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a recém-nascidos de maior vulnerabilidade. Entre eles estão os prematuros da macrorregião Triângulo Sul nascidos no hospital com até 32 semanas de gestação.
Segundo Keilly, a articulação entre o hospital e os serviços de saúde dos municípios é necessária para dar continuidade ao atendimento. A médica defende que o bebê deixe a unidade hospitalar com a primeira consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência já marcada.
“Queremos garantir que todo recém-nascido tenha seu cuidado continuado após a alta hospitalar, em parceria com toda a rede de saúde, especialmente com a Atenção Primária à Saúde, independentemente do município de residência”, afirma.