Descaso com caminhoneiros na DaGranja persistia até o fim da manhã de ontem. Cerca de 11 caminhões carregados com milho estão parados na porta do abatedouro há quatro dias impedidos de realizar o descarregamento. Entretanto, a empresa, pertencente ao grupo Marfrig, acenou, no início da manhã, com possibilidade de negociação da multa, a ser paga aos motoristas pelas horas paradas. A informação é do diretor do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Luciano Cordova. Conforme Lei Federal número 11.442, que dispõe sobre transporte rodoviário de cargas, a empresa precisa pagar sobre R$ 1 a tonelada/hora. A maioria das carretas são bitrem e estão carregadas com 40 toneladas de milho, ou seja, a multa pode chega a R$ 40 reais por hora e quase R$ 1 mil por dia, a cada caminhoneiro. Porém, Cordova aguarda contraproposta da empresa. Segundo ele, dificilmente a empresa pagará valor previsto na lei, pois eles alegam que a responsabilidade é da fornecedora do milho, que teria mandado carregamento superior ao encomendado. “O acordo deve estabelecer um valor menor, mas, diferentemente do primeiro contato que tivemos com a administração, desta vez demonstraram interesse em negociar, vendo que os motoristas estão sendo prejudicados com a perda de outros fretes e condições precárias para se manterem em Uberaba”, diz o líder sindical. Até o fechamento desta edição, o grupo de caminhoneiros não tinha arredado o pé da porta da granja. A administração da DaGranja, em Uberaba foi acionada para externar sua versão dos fatos, mas não retornou a ligação da reportagem.