Com o tema Fraternidade e Tráfico Humano e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou”, a Igreja Católica lança nesta quarta-feira, dia 5 de março, a Campanha da Fraternidade 2014. O dia marca o início do tempo da Quaresma. Assinalado pela celebração da quarta-feira de Cinzas, o período convoca os fiéis para uma atitude de conversão. O lançamento da campanha será na missa das 19h, na Catedral Metropolitana, presidida pelo arcebispo dom Paulo Mendes Peixoto e concelebrada por monsenhor Valmir Ribeiro. Durante a procissão de entrada serão simbolizados diversos tipos de tráfico humano, como trabalho escravo, tráfico de órgãos e crianças, entre outros. Na missa será feita a imposição das cinzas, lembrando que do pó viemos e a ele retornaremos. Segundo dom Paulo Mendes, a proposta da Campanha é de conscientizar as pessoas sobre os vários tipos de tráficos humanos e alertar para o fato de que eles podem estar acontecendo bem próximos de nós. Cabe a nós, enfatiza ele, denunciá-los, afinal, é para a liberdade que Cristo nos libertou. O padre José Edilson da Silva, por sua vez, lembra que há algum tempo a Igreja vem debatendo essa situação, para que Cristo seja a libertação do ser humano. “Cada paróquia desenvolve o tema com seus membros, mas é muito importante que isso ultrapasse as celebrações, para que toda sociedade civil também participe dessa discussão, dizendo ‘não’ ao tráfico humano, independente de religião. Essa é uma questão social e atualmente vivemos esta realidade das mais variadas formas”, explica. O cartaz da Campanha da Fraternidade deste ano traz várias mãos, até então acorrentadas, rompendo esta prisão. A imagem faz com que as pessoas reflitam sobre a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas distantes de suas terras, de suas famílias e de sua gente. O arcebispo ressalta que a Arquidiocese publicou nova edição do Caderno Popular, cuja abordagem do tema vai orientar 21 reuniões com os fiéis das 59 paróquias de Uberaba e região. O texto apresenta o tráfico humano em todas as suas modalidades, a fim de promover ações e sugerir a adoção de compromissos de libertação. (GS)