A expansão do plantio da cana não está gerando especulação imobiliária, o que poderia supervalorizar as terras na região.
A expansão do plantio da cana destinado a suprir a produção de álcool e açúcar das usinas locais, não está gerando especulação imobiliária, o que poderia supervalorizar as terras postas à venda na região. O preço está estagnado. A afirmação é do secretário de Agricultura do Município, José Humberto Guimarães. A preferência dos usineiros não está na compra e sim no arrendamento de terras. Segundo Guimarães, a prática é viável, pois remunera bem o lavourista e permite ao empresário canalizar recursos para o processo de produção. No Município, cerca de 65% das áreas cultivadas com cana, soja, milho e horticultura são arrendadas. No ano passado foram cultivados 150 mil hectares com o plantio de grãos. A oscilação pode ocorrer, de acordo com o secretário, quando criadores decidem investir na expansão da bovinocultura em áreas próximas a BR-050. “Devido à localização privilegiada de Uberaba, acaba-se pagando mais que o valor real, mas isso é uma exceção”, pondera. O secretário que também coordena a Bolsa de Arrendamento, oriunda de um projeto pessoal quando ainda era funcionário ativo do Banco do Brasil, afirma que as terras de Uberaba são conhecidas como terras de cultura. As razões são o investimento constante para corrigir a acidez do solo e a utilização de tecnologia como o plantio na palha. “Nestas áreas o valor do hectare atinge em média R$10 mil.”, afirma José Humberto Guimarães. As terras que estão distantes da rodovia o preço chega até R$8 mil. Ainda no tocante a custos, o secretário diz que se as terras destinadas à pastagem estiverem degradadas, normalmente o hectare é valorado em R$ 6 mil, uma vez que irá demandar investimentos para a correção. Uberaba ocupa uma posição privilegiada no tocante a produção. Está em 5º lugar no PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Preços exorbitantes no entender do secretário seriam incompatíveis com esta classificação. “Terra é instrumento de produção e não de especulação”, conclui.