Eleição para o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais (Crea-MG) pela primeira vez tem um candidato do interior do Estado. No entanto, apesar de atender aos prazos exigidos para desincompatibilização de suas funções junto ao Crea-MG para se candidatar, seu pedido pode ser indeferido pelo atual presidente do Conselho.
Em 8 de novembro acontecem as eleições para o Crea de todos os Estados e também para o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea). Com intenção de se candidatar, o engenheiro civil Antônio Soares Mendonça, formado pela Universidade de Uberaba em 1984, atualmente morando em Uberlândia, solicitou licença, já que é funcionário comissionado do Conselho. Entretanto, está enfrentando problemas de impugnação.
Segundo Mendonça, na condição de funcionário, tem direito a requerer licença remunerada enquanto durar o processo eleitoral, mas o presidente do Crea não concordou que fosse remunerada. “Cumprindo o regulamento, a licença para disputar o cargo é remunerada e ele indeferiu nesse sentido. Estou tendo dificuldade, mas já contratei advogado para entrar com recurso.”
O engenheiro acredita que esta dificuldade se dá pelo fato de a candidatura ser genuína do interior, sendo a primeira vez que o Triângulo Mineiro participa deste processo. “Os candidatos sempre são de Belo Horizonte e da região metropolitana. Mas com a aceitação que meu nome está tendo na região e o apoio de grandes profissionais, entrei neste processo porque acredito piamente, como acredito que esta tentativa de indeferir minha candidatura é por questão de receio.”
O resultado da possível candidatura sairá no dia 1º de setembro. Seis nomes foram inscritos para disputa da presidência do Crea-MG. Após a eleição o vencedor formará a diretoria.