CIDADE

Caramujos proliferam em área abandonada do Residencial 2000

Terreno está repleto de mato e outras sujeiras e no local proliferam os caramujos africanos, que invadem casas das imediações

Sarah Parro
Publicado em 03/02/2017 às 07:16Atualizado em 16/12/2022 às 15:21
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Foto/Neto Talmeli

Área abandonada na avenida Doutora Maria Terezinha Rocha está servindo de local de reprodução de caramujos

A combinação de chuva, calor e umidade não têm preocupado a população somente por conta da proliferação do Aedes aegypti e das várias doenças por ele transmitidas. Outro grande vilão do momento tem sido o caramujo africano, que se reproduz com mais intensidade no período chuvoso e acaba invadindo as residências.

Alessandra Aparecida Trindade, moradora do bairro Residencial 2000, acionou a reportagem do Jornal da Manhã para relatar sobre a proliferação dos moluscos vindos de terreno abandonado na avenida Doutora Maria Teresinha Rocha. “Eu moro há dois anos no local, sendo que minha casa já estava sendo construída há seis anos e jamais percebi o terreno ser limpo neste período. Não existe passeio e nem muro e, para tornar o fato ainda mais preocupante, os caramujos estão invadindo a minha casa”, relata a artesã.

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Uberaba esclareceu, em nota, que o proprietário do terreno citado foi autuado na semana passada por falta de passeio, limpeza e de muro. “Conforme o Código de Posturas, após os 30 dias da autuação, o fiscal irá novamente ao local fazer a vistoria. Se o proprietário do imóvel não tiver feito a limpeza, ele será multado em dobro, e o Departamento de Posturas expedirá requerimento solicitando que Secretaria de Serviços Urbanos proceda ao trabalho”, diz a nota.

Vale ressaltar que recentemente foi anunciado pela Prefeitura que as limpezas dos terrenos abandonados passam a ser efetivadas por empresas credenciadas para este serviço, sendo que a cobrança é imediata, por meio de protesto de título, diferente do que ocorria anteriormente, quando o valor da limpeza entrava na dívida ativa do proprietário.

Combate ao caramujo. De acordo com a bióloga do Departamento de Zoonoses, Vilma Regina de Rezende, os caramujos não contêm parasitas, ou seja, não oferecem risco a saúde pública. Porém, o molusco transita por vários ambientes, onde acaba se contaminando no decorrer do processo. Portanto, na hora de recolher o caramujo, é necessário que o morador coloque um saco plástico nas mãos ou luvas, deve imergir o molusco em cal virgem e depois macerar até quebrar as conchas, sendo em seguida descartado para coleta seletiva.

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