CIDADE

Caramujos voltam a incomodar

A estudante universitária Camila Marçal Lacerda entrou em contato com a redação do Jornal da Manhã para chamar

Publicado em 26/11/2009 às 00:56Atualizado em 20/12/2022 às 09:23
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A estudante universitária Camila Marçal Lacerda entrou em contato com a redação do Jornal da Manhã para chamar a atenção para um problema característico dessa época do ano.

Segundo ela, a proliferação de caracóis africanos nas áreas externas da Universidade de Uberaba e imediações do bairro Universitário têm causado transtornos aos estudantes e moradores próximos ao local. “Todo canto que a gente olha tem um se arrastando e ficamos sem saber se transmite alguma doença ou não. Fora que é um bicho nojento demais”, descreve. Ela mora no primeiro andar de um prédio e alguns chegam a subir pela parede até as janelas. “É muito desagradável”, garante.

Para a bióloga do Centro de Controle de Zoonoses de Uberaba, Virgínia de Oliveira Coelho, o problema torna-se uma praga ambiental pelo fato de esses animais não possuírem predadores naturais que ajudem no controle de sua população. “Essa espécie chegou em Uberaba em 2002 trazida por empresas que comercializavam o chamado scargot. Mas, como não foi bem recebido pelo mercado, as empresas deixaram os animais soltos e rapidamente se espalharam”, afirma a bióloga.

Para a população que tem medo, no entanto, não há motivo para alarde. O país mais próximo a detectar casos de doenças transmitidas pelos vermes contidos no muco do animal foi Cuba. “No Brasil nunca houve registro de doenças transmitidas pelo caramujo. O problema mais grave que esses bichos são capazes de provocar é a ameaça de praga agrícola, pois comem tudo o que for verde”, explica.

Ainda de acordo com a bióloga, o problema pode ser amenizado pelo fato de que a espécie hiberna, 16cm dentro da terra, a maior parte do ano. “Eles só saem no verão, quando está muito calor e a chuva encharca a terra. Mas, como o Ministério da Saúde já considerou que o animal não é importante para a saúde pública, a recomendação é a de quem ver um caramujo africano coloque luvas, ponha o bicho em saco plástico e enterre”, afirma.

A população que quiser se informar sobre o combate ao caracol africano pode entrar em contrato com o Centro de Zoonoses pelos telefones 3315-4173 ou 3315-4569.

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