Fernanda Borges
Deixadas em local a céu aberto, as alegorias podem acumular água e virar criadouro do mosquito da dengue
Carnaval passou, porém a festa popular ainda preocupa moradores do bairro Fabrício. Próximo ao campo do Ipiranga Futebol Clube, carros alegóricos de uma escola de samba estão “jogados” em uma área, fato que gera preocupação à comunidade, principalmente aos usuários do campo, por conta dos riscos de focos do mosquito da dengue e ação de vândalos.
O fato se repete quase todos os anos em que há desfile das escolas de samba no carnaval de Uberaba. Logo depois da folia é possível flagrar carros alegóricos abandonados nas ruas da cidade, o que gera muito incômodo à vizinhança e preocupações, diante da possibilidade de acumular água e as sucatas se transformarem em criadouros do mosquito da dengue. Nos últimos dias tem chovido, mas não de forma constante, e quase sempre logo depois vem o sol, o que favorece a reprodução do mosquito transmissor da doença. Outra preocupação é com a ação de vândalos. Alguém pode atear fogo, por exemplo, no carro alegórico e gerar riscos às pessoas.
O presidente do Ipiranga Futebol Clube, Antônio Francisco de Faria, disse que o material pertence a uma agremiação localizada próximo ao conjunto Uberaba 1. O pessoal garantiu que o material ficaria próximo ao campo por poucas semanas. “Quando chegaram as alegorias, conversaram comigo, me pediram permissão para colocá-las no local, e disse que não havia problema, desde que retirassem o material o mais breve possível, e, por sua vez, garantiram que em poucas semanas tudo seria retirado”, explica.
Antônio Francisco também disse que tem preocupações com estas alegorias expostas por muito tempo a céu aberto e com acesso a qualquer pessoa. “Cerca de 200 crianças participam da escolinha de futebol do time. Temo por elas, pois, como não é possível vigiar todas, existe o risco de que alguma, ao avistar as alegorias, tenha curiosidade e suba para brincar. E isso pode machucar alguém. Espero que cumpram o combinado e retirem todo este material”, afirma o presidente do Ipiranga.
Por sua vez, o presidente da escola de samba responsável pelos carros alegóricos, Antônio Donizete, disse que está em busca de um local apropriado para aguardar todo este material. Já procurou até mesmo a Fundação Cultural, para que sinalizasse uma alternativa para o armazenamento. Além disso, ele afirma que no local onde foram depositadas, as alegorias não atrapalham tanto os moradores. Trata-se de uma área com mato e, como não está na rua, não poderá gerar transtorno ao trânsito. As estruturas não acumulam água e, na verdade, o prejuízo é para a escola, que perde o material. “Não tenho como retirar agora. Estamos em busca de um local”, explica Donizete, ressaltando que o poder público poderia ajudar as escolas de samba e disponibilizar um local para o depósito deste material, pois, assim como a agremiação que ele preside, outras também têm essa dificuldade.