Cartões de lojas e empréstimos elevam inadimplência no país. Os dados são de pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito/Brasil (SPC) com consumidores. A realidade de Uberaba não é muito diferente da verificada em nível nacional, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas.
De acordo com o levantamento, sete em cada dez entrevistados (76,1%) que contrataram empréstimos estão na condição de devedores por não ter quitado as parcelas em dia. Os que utilizam cartões de lojas vêm logo em seguida na pesquisa, com 73,1% de devedores. Na comparação com o ano passado, os percentuais se mantiveram estáveis (74,5% para empréstimos e 74,6% para cartões de loja), mas atingiu alta se for comparado com 2014, informou o SPC Brasil. Seguindo os dados do levantamento, pagamentos atrasados no crediário ou carnê (62,5%), as parcelas pendentes no cartão de crédito (62,1%) e o cheque especial (46,9%) são as modalidades de crédito que mais levaram os entrevistados à inadimplência.
A principal conta em atraso é a de telefone, tanto fixo ou celular, citada por 14,7% dos entrevistados. Em segundo lugar aparecem as mensalidades escolares: 9,1%. Na sequência, atraso no pagamento às operadoras de TV por assinatura, 7,1%; plano de saúde, 6,8%; contas de água e luz, 6,1%; aluguel (2,2%) e mensalidade do condomínio (2,2%) completam o ranking dos fantasmas da inadimplência.
Segundo o presidente da CDL Uberaba, Fúlvio Ferreira, a realidade do município é parecida com a nacional. “O cliente, quando fica devedor, normalmente deixa de pagar os grandes comércios, por ter mais facilidade com o pequeno lojista, o que não acontece com as grandes empresas. Ele vai priorizar o que é mais necessário como planos de saúde, comida, combustível e algumas coisas ele manter de certa forma por sensibilidade com o pequeno lojista” explica Fúlvio.
Ainda segundo o dirigente lojista, por outro lado é possível acrescentar que o aumento na inadimplência se dá mais entre os meses de agosto e setembro. “A pessoa compra muito no Natal e acaba se perdendo, vêm as contas de começo de ano, que sobem de preço, e ele se perde. Com a chegada do 13º salário, a pessoa começa a se organizar, quitando as dívidas em atraso. Então, esse sobe e desce é rotina no comércio”, explica o presidente da CDL.