CIDADE

Casa invadida por andarilhos gera medo a vizinhos no Abadia

Moradores e comerciantes do bairro Abadia pedem socorro. Eles já tentaram resolver o problema chamando a polícia e por meio da prefeitura

Hedi Lamar Marques/PMU
Publicado em 15/09/2011 às 22:29Atualizado em 19/12/2022 às 22:19
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Moradores e comerciantes do bairro Abadia estão pedindo socorro. Eles já tentaram resolver o problema chamando a polícia e por meio da prefeitura, mas não conseguiram nada. O motivo é uma casa situada na esquina da avenida Getúlio Guaritá com rua Dominicanos, ao lado do número 365. O imóvel está abandonado há cerca de cinco anos e há vários meses foi invadido por andarilhos.

Segundo uma comerciante de 25 anos, que preferiu não ser identificada, três indivíduos moram na casa, que também é frequentada por outros, possíveis usuários de drogas. De acordo com ela, as janelas da residência foram fechadas com tijolos, mas mesmo assim o imóvel acabou sendo invadido. Como os portões são de grade, os invasores colocaram madeirites para evitar que as pessoas vejam da rua o que acontece lá dentro, onde colocaram sofá, televisão, além de fazer um “gato” para ligar energia clandestina.

Porém, a comerciante esclarece que os problemas não se resumem à invasão, uma vez que estão ocorrendo furtos nas proximidades, inclusive registrados por câmeras de segurança. A comerciante conta que os invasores já entraram no comércio dela, onde arrancaram uma câmera e chegaram a arrombar uma caminhonete. Mas, nesta ocasião, não conseguiram furtar nada, pois o marido dela soltou o cachorro, que atacou o ladrão. A presença dos andarilhos tem tirado o sossego de todos. “Eu trabalho com medo”, disse a comerciante.

Ainda, segundo ela, já teve a oportunidade de conversar com a proprietária da casa, que tem alto poder aquisitivo, porém não houve demonstração nenhuma de interesse com os problemas provocados na vizinhança. Apesar de a comerciante pedir providências e que ela fechasse a casa com muro de tijolos, a mulher respondeu apenas que “daqui uns tempos vai construir” e por enquanto “deixa os irmãozinhos dormindo no local”.

E os problemas continuam com algazarras durante as madrugadas, que não deixam ninguém dormir. A mulher lembra que andar a pé durante a noite pela região é um perigo, inclusive para os estudantes, ainda mais que a rua é muito escura e mal-iluminada. As árvores muito altas, que necessitam de poda, aumentam ainda mais a sensação de insegurança. A comerciante cobra uma ação da prefeitura, que sugeriu que ela chamasse a Ronda Social, quando na verdade deveria enviar um fiscal ao local, para verificar a situação do imóvel, aplicando multas e exigindo providências dos responsáveis. “Pessoas simples e de bem são multadas por muito menos”, concluiu.

O diretor do Departamento de Posturas da Settrans, Renato Formiga, explicou que o fechamento das janelas se deu em virtude de notificação encaminhada à proprietária do local. No entanto, ele revelou que ficou sabendo da presença de pessoas na casa por meio da reportagem do Jornal da Manhã e que vai verificar a situação para os devidos encaminhamentos. Renato explica que o caso pode ser encaminhado à Vigilância em Saúde ou ainda à Ronda Social ou às forças de segurança, se for o caso.

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