Um casal de andarilhos invadiu a garagem de uma casa na rua Antônio Borges de Araujo, no bairro Mercês, e há quase um mês está morando no local, causando insegurança e incômodo aos vizinhos, que são perturbados com o barulho feito pelos dois durante todas as noites.
De acordo com uma comerciante, que preferiu não se identificar, todos os vizinhos já buscaram várias soluções, por meio da Ronda Social, para que sejam levados a um albergue, e até mesmo à Polícia Militar já recorreram, que, por sinal, não pôde tomar nenhuma providência, pois os andarilhos não cometeram nenhum crime. “A situação está cada vez mais complicada, não tenho medo, mas eles estão incomodando a vizinhança e não aceitaram a ajuda da Ronda Social. Este é um problema social que deveria ser solucionado pelas autoridades”, afirma a comerciante.
A casa está disponível para aluguel, e os representantes da imobiliária estão preocupados com a invasão, e, assim como os moradores, já tomaram algumas atitudes, mas todas foram em vão. “Já conversamos com eles e não surtiu nenhum efeito, procuramos a Ronda Social e a polícia, e nem assim eles saíram do local. Agora, o que podemos fazer é retirar todos os utensílios que eles levaram para casa”, afirma o corretor de imóveis José Cláudio da Silva Araujo, ressaltando que os andarilhos ainda estão somente na varanda.
Por sua vez, de acordo com o diretor de Departamento de Posturas do município, Renato Formiga, esta não é a primeira vez que acontece em Uberaba uma invasão de andarilhos a residências. Os imóveis que estes moradores de rua estão ocupando, segundo o Sistema de Limpeza Urbana, bem como o Código de Postura do Município, autoriza a prefeitura a promover a autuação do proprietário, pois ele é o responsável por sua manutenção.
“Então, o fiscal vai retratar a situação junto à Ronda Social para retirar as pessoas que estão no local e levá-las a uma casa de apoio. Um assunto complicado, pois na maioria das vezes os andarilhos retornam ou local. Mas, diante de uma lei já aprovada na Câmara Municipal, aguardando apenas a sanção do prefeito, vai ser possível uma solução mais eficaz, pois o proprietário que não zelar pelo seu imóvel pode chegar a pagar uma multa com um valor em dobro do que é cobrado hoje, promovendo a vedação do imóvel”, explica Renato.