A matéria vetada pela presidente aumentaria o limite de crédito consignado de 30% para 40% da renda do trabalhador brasileiro
Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) comemora veto de proposta que elevaria o limite do empréstimo consignado. De acordo com o presidente da entidade, Miguel Faria, o veto foi uma vitória para o comércio, haja vista os sucessivos acréscimos de consumidores incluídos como inadimplentes nos bancos de dados do Serviço de Proteção ao Crédito.
A matéria vetada pela presidente da República aumentaria o limite de crédito consignado de 30% para 40% da renda do trabalhador brasileiro. “O brasileiro não tem o costume de guardar dinheiro como deveria ser, e, para pagar uma dívida, busca empréstimos. E por isso algumas pessoas hoje possuem o salário destinado ao pagamento destes financiamentos, em que as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento. Para não aumentar a inadimplência no país, esse veto foi importante. Seria uma irresponsabilidade caso a matéria fosse validada. No momento em que o país passa por dificuldades financeiras e inadimplência em alta, caso aprovada, a elevação do percentual comprometeria ainda mais a renda mensal do tomador do empréstimo”, explica Miguel Faria.
Com o teto maior, Miguel entende que o número de pessoas reivindicando o empréstimo consignado iria aumentar, assim como a oportunidade de buscar um valor maior. E, com isso, poderia crescer o número de pessoas que não conseguiram pagar a dívida. Vale lembrar que, segundo informações repassadas pelo SPC em Uberaba, o índice de novos devedores cresceu 3,60% no primeiro trimestre de 2015, comparando-se ao mesmo período de 2014. No caso do comércio, o líder classista explica que o setor tem que vender, mas com a certeza de receber.