Presidente da entidade reconhece dificuldades enfrentadas pelos lojistas durante as obras, mas considera intervenção importante para recuperar e valorizar a região central
A proposta inclui incentivar moradia na região, como forma de aumentar a circulação de pessoas e fortalecer o comércio local (Foto/Divulgação)
As obras de revitalização do calçadão da Rua Artur Machado, no centro de Uberaba, já mobilizam comerciantes e entidades do setor, que acompanham de perto os impactos e as expectativas geradas pela intervenção. Em entrevista à Rádio JM, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Lourival Ferreira da Costa, o Panela, destacou que, apesar dos transtornos iniciais, a obra é vista como necessária para a recuperação e valorização da região central.
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Segundo ele, o momento exige compreensão por parte dos lojistas, especialmente diante da proximidade de datas importantes para o comércio, como a Páscoa. “Nós temos conversado com o poder público e com nosso associado, porque sabemos que a dificuldade do comércio ali está muito grande. Ainda mais quando impacta uma construção na frente da loja”, explica.
Ainda assim, a avaliação é de que a intervenção representa um primeiro passo para mudanças mais amplas no centro de Uberaba. “Essa reforma não resolve tudo. É um começo. A ideia é que outras melhorias venham depois, inclusive em áreas que hoje não são visíveis, como a parte de infraestrutura subterrânea”, explica.
Panela também ressaltou que o projeto vai além da revitalização do calçadão e envolve estratégias para reocupar o centro urbano. A proposta inclui incentivar moradia na região, como forma de aumentar a circulação de pessoas e fortalecer o comércio local.
Apesar das incertezas no curto prazo, a expectativa do setor é de que, após a conclusão das obras, o local se torne mais atrativo para consumidores e empresários, contribuindo para o aquecimento das vendas e a revitalização do comércio central.
Enquanto isso, lojistas e entidades seguem acompanhando o andamento das intervenções e cobrando planejamento para reduzir os impactos durante o período de execução.