Ontem foi divulgado levantamento relacionado aos meses de janeiro a agosto e os números demonstram as dificuldades econômicas do país, com aumento de endividados
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Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Miguel Faria diz que a compra a vista cresceu no período, o que acaba sendo bom para o comércio
Cai o número de consultas para vendas a prazo e aumenta o número de inadimplentes no banco de dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Uberaba. Ontem foi divulgado levantamento relacionado aos meses de janeiro a agosto e os números demonstram as dificuldades econômicas do país, com aumento de consumidores endividados.
O número de consultas para vendas a prazo do banco de dados do SPC Uberaba, mantido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) em parceria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu), teve um recuo de 8,30% de janeiro a agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. “Isso significa que tivemos queda de vendas parceladas feitas diretamente nas lojas, através de carnê e boleto. As compras a prazo, com cartões de crédito, continuam em ritmo crescente no mercado”, explicou o presidente da CDL, Miguel Faria.
Quanto aos inadimplentes, houve incremento de 2,16% que, de acordo com a análise de Miguel Faria, é reflexo da atual conjuntura da economia, além do índice de desemprego crescente e mais consumidores com dificuldades financeiras para arcar com seus compromissos.
Por outro lado, aumentou também o número de consumidores que quitaram dívidas e tiveram seus nomes excluídos dos registros do SPC. O aumento foi de 3,13%. “Os consumidores estão preocupados com as altas taxas de juros e por isso pagam a dívida assim que podem; além disso, boa parte dos consumidores está comprando a vista, retirando reservas da caderneta de poupança e isso é muito salutar para o mercado”, destacou o lojista.
Vendas. Quanto a sua expectativa para o último quadrimestre de 2015, Miguel Faria, embora diante das dificuldades econômicas do país, se diz otimista. “Devemos investir no nosso negócio, acreditar que o país tem solução e não depender somente dos dirigentes da Nação. O segmento lojista e de serviços espera que surja um alento nestes últimos quatro meses do ano, para que feche 2015, pelo menos, com estabilidade nos negócios”, enfatizou o presidente classista.