CIDADE

Celebração do Dia do Trabalho une trabalhadores do campo e da cidade

Além da passeata, foram promovidas diversas atividades até às 18h, começando com uma missa, celebrada pelo arcebispo Dom Paulo Mendes Peixoto

Geórgia Santos
Publicado em 02/05/2015 às 08:30Atualizado em 17/12/2022 às 00:19
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Jairo Chagas

Com bandeiras e cartazes na mão, os trabalhadores pediam melhores condições de trabalho, além de reforma agrária

Comemoração do Dia do Trabalho em Uberaba começou com passeata. O grupo, com cerca de 200 pessoas, saiu do Parque Fernando Costa rumo à praça Jorge Frange. Com bandeiras e cartazes na mão, pediam melhores condições de trabalho, garantia dos direitos concedidos e reforma agrária.

Cerca de 20 sindicatos, como os de professores da rede pública e privada, dos trabalhadores dos Correios, dos bancários, da construção civil, membros do Movimento Sem Terra, entre outros, participaram da mobilização que aconteceu durante todo o dia de ontem. O grupo caminhou pelas ruas gritando frases de ordem com “Quando o campo e a cidade se unir, a burguesia não vai resistir”.

Além da passeata, na praça Jorge Frange foram promovidas diversas atividades até às 18h, começando com uma missa, celebrada pelo arcebispo Dom Paulo Mendes Peixoto, que inclusive contou com a participação do prefeito Paulo Piau. Depois houve momento para pronunciamentos. O palanque foi aberto às centrais sindicais, inclusive com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Teve ainda, durante todo o dia, uma feira de alimentos produzidos nos acampamentos.

“O dia foi marcado por diversas reivindicações. Cada categoria tinha a sua, mas alguns temas foram centrais. Promovemos um ato de desagravo contra o posicionamento de entidades ruralistas, que repudiam a homenagem concedida a João Pedro Stédile, líder do MST, que ao contrário do que dizem sempre lutou pela paz. Reivindicamos também contra a retirada dos direitos dos trabalhadores e, com sonoro “não”, pedimos para que fosse arquivada a Lei 4.330, que permite a terceirização e as Medidas Provisórias 664 e 665”, explica o representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e presidente do Sinpro, Marcos Mariano.

Já o militante do Movimento Sem Terra, Aguinaldo Batista, destaca a importância da união dos trabalhadores do campo e da cidade. “Realizamos este movimento por três motivos especiais. Primeiro, por conta do Dia Trabalho, pois é importante lembrar o que alcançamos e o que ainda falta. Depois, a nossa intenção foi dar visibilidade à agricultura camponesa. E, por fim, queremos que mantenha em pauta a importância da reforma agrária no país”, explica Batista.

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