A procura por alimentos mais quentes acaba acontecendo não só no carrinho de supermercados, como também nos bares e restaurantes da cidade
As baixas temperaturas e a chegada do inverno mudam os hábitos do brasileiro, inclusive em relação à alimentação. A procura por alimentos mais quentes acaba acontecendo não só no carrinho de supermercados, como também nos bares e restaurantes da cidade.
Segundo o empresário e presidente do Sindicato dos Proprietários de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Uberaba (Sinhores), Mário Vasques Molinar Júnior, a mudança já pode ser sentida desde que os termômetros começaram a cair. “Aqui, em Uberaba, a cultura é de seguir a tendência do clima. A maioria prefere caldo, comida à base de molho. Quanto ao que beber, a busca é por vinhos e bebidas quentes”, esclarece Mário.
Apesar da variação do dólar, a escolha por bebidas importadas continua sendo prática dos consumidores, de acordo com o líder classista. Mário ressalta que o frio não interfere no consumo de maneira geral, mas sim no tipo de produto a ser consumido. “A queda da temperatura influencia a pessoa a ficar em casa e esse é o lado ruim. A saída para chamar o cliente é oferecer pratos atrativos que agradem ao paladar de quem busca se aquecer, além de investir no marketing, divulgar o produto que oferecemos”, conclui o empresário.
Lojistas apostam nas vendas de roupas com a chegada da estação do frio
Outro segmento que sofre alteração com a queda da temperatura é o do vestuário. O setor comemora a chegada da nova estação e as vitrines das lojas já estão de cara nova, com coleções variadas para agradar a todos os gostos.
No entanto, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Uberaba (CDL), Fulvio Ferreira, enfatiza que é sempre um desafio para o lojista de confecção. “Ele fica na expectativa de o frio acontecer no fim de maio e junho, mas compra lá atrás, em janeiro, para garantir o estoque, e acredita que o frio vai chegar e ter boas vendas”, pontua o líder classista. Ele aconselha o consumidor a garantir a boa compra, aproveitando o empenho dos lojistas, sobretudo em tempos de crise.