Doenças infecciosas e parasitárias estão entre as seis causas de óbito em Uberaba. Conforme levantamento disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde, em 2018, entre os meses de janeiro e abril, foram constatados 40 casos de mortes relacionadas a estas doenças, e entre os óbitos está um por dengue.
O levantamento está relacionado aos óbitos que estão caracterizados pela Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, o CID 10. Assim, ao todo, nos quatro primeiros meses do ano, foram registrados 655 óbitos em Uberaba por 20 motivos relacionados. O que mais causou mortes, com 177 casos, foram doenças do aparelho circulatório; em seguida, com 101, foram as doenças do sistema respiratório; em terceiro lugar, as neoplasias, que são os tumores, com 96 casos; em quarto, casos relacionados a causas externas de morbidade e mortalidade, com 54; na quinta colocação, com 41, estão as doenças endócrinas nutricionais e metabólicas; e na sexta posição, as doenças infecciosas e parasitárias, com 40 casos acometidos na cidade.
Portanto, a partir das doenças infecciosas e parasitárias, de acordo com a médica infectologista Daniele Borges Maciel, entre os 40 óbitos registrados, a maioria, isto é, 16 casos são de septicemia (infecção generalizada), que estão ligados ao fato de a pessoa ser imunodeprimida e também relacionados a infecções hospitalares. Onze casos de mortes registradas nestes quatro meses são da doença de Chagas, sendo 10 por comprometimento cardíaco, a forma mais grave da doença.
Nos demais, foram registrados três casos de mortes por diarreia e gastroenterite, três por tuberculose, um óbito por dengue, um caso por hepatite C e, ainda, três mortes relacionadas a HIV. “Essas são as doenças infecciosas mais presentes, tanto no município como no país. Está dentro da realidade, ainda somos um país com muitas doenças infecto-parasitárias. O número, a quantidade de mortes, também está dentro do aceitável”, destaca Daniele.
Higiene pessoal e vacinas são as formas mais eficientes de prevenção. Médica infectologista Daniele Borges Maciel alerta a população para os cuidados com as doenças infecciosas e parasitárias. De acordo com ela, neste período do ano começam a ser registrados casos de gripe e, como os extremos das idades, idosos e crianças, podem ser acometidos por casos mais graves, assim como os portadores de doenças crônicas, entre outros que fazem parte do público-alvo, é preciso se proteger com vacinação. “A imunização pela vacina demora um período de 15 dias, então, antes que o inverno comece, é preciso se vacinar, além de tomar alguns cuidados, como hidratação, alimentação de qualidade, e medidas que evitem a transmissão, como a higienização das mãos, sobretudo antes de se alimentar e ter contato com olhos e nariz; inclusive, ontem foi o Dia Internacional da Higienização das Mãos”, destaca Daniele.