Superintendência Regional de Saúde de Uberaba (SRS Uberaba) apresentou ontem os resultados da primeira semana da Força-Tarefa de Combate à Dengue no município
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Superintendente de Saúde, Iraci Neto (à direita), e o coordenador da Vigilância Sanitária da SRS, Maurício de Oliveira
Superintendência Regional de Saúde de Uberaba (SRS Uberaba) apresentou ontem os resultados da primeira semana da Força-Tarefa de Combate à Dengue no município e também atualizou o número de casos e notificados de dengue.
Conforme dados da Superintendência, em Uberaba, em 2012, foram notificados 5.619 casos de dengue, e o município contabilizou 2.782 casos de dengue clássica e três de dengue com complicações e um de febre hemorrágica da dengue, com dois óbitos. Em 2013, o número subiu para 19.749 casos notificados, sendo 12.375 casos de dengue clássica, 40 casos de dengue com complicação, sete casos de febre hemorrágica da dengue e 25 óbitos. Até o momento, este ano, já foram notificados 176 casos da doença.
Nas quatro regiões da cidade onde ocorreram mutirões da Força-Tarefa do Estado, como Vila Planalto, Parque das Américas, Vila Raquel e Volta Grande, foram trabalhados 215 quarteirões, onde foram tratados 4.870 depósitos com a eliminação de 383 focos do mosquito e a retirada de 1.026 sacos de lixo. Em alguns bairros, o trabalho ainda não foi concluído. Nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, o Dengômetro/Denguemóvel estará no bairro Residencial 2000 trocando materiais que oferecem risco e oferecendo orientações de prevenção da dengue das 9h às 17h.
O superintendente regional de Saúde, Iraci José de Souza Neto, lembra que, após o período de eleição, cerca de dois terços das prefeituras da região de atuação da SRS Uberaba mudaram de gestão de 2012 para 2013, entre elas Uberaba, e algumas também enfrentaram o fim de contratos com empresas de limpeza urbana, o que potencializou o risco de uma nova epidemia de dengue. No entanto, ele ressalta que aspectos políticos não podem interferir negativamente nas estratégias de enfrentamento da dengue, as quais são decididas tanto pela Secretaria de Estado de Saúde quanto pelo Ministério da Saúde. “Esse é um período de planejamento, que a cada semana pode ser atualizado, mas a função do Estado e da Superintendência é dar suporte técnico e as orientações para a discussão a fim de alinhar as ações necessárias contra a dengue que os municípios devem executar”, frisa.
Recursos. O fornecimento dos dados epidemiológicos à Superintendência e ao Estado é que determinam, após avaliação, as melhores estratégias a serem executadas pelos municípios. “Temos trabalhado muito a importância de o município estar alinhado com seus serviços a fim de passar os números mais reais possíveis para transformarmos essa realidade em planejamento e ações”, destaca.
Em situações críticas, o Estado entra com financiamento. Recentemente o Ministério da Saúde disponibilizou, via Fundo Municipal de Saúde, recurso suplementar somente para investimento contra a dengue e em valor diferenciado do ano passado. “O Estado, que também vai colaborar, está implementando uma forma de repasse até abril que será embasado em números, como número de notificações ou confirmados. Portanto, não adianta o município apresentar um número ‘x’ e querer um recurso maior. É preciso embasar as ações em critérios técnicos para o benefício da população e nunca levar a dengue e a saúde como as questões políticas”, destaca o superintendente.