CIDADE

Clima aumenta preços de hortaliças na Ceasa

Altas temperaturas geram aumento no preço das hortaliças e preocupações para o produtor. São cerca de 15 dias sem chuva

Geórgia Santos
Publicado em 11/02/2014 às 11:35Atualizado em 19/12/2022 às 09:04
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Fernanda Borges

Chuchu está mais caro e entra para a lista dos vilões: nesta semana o preço subiu de R$40 para R$60/caixa

Altas temperaturas geram aumento no preço das hortaliças e preocupações para o produtor rural. Já são cerca de 15 dias sem chuva na região e o clima quente e seco dos últimos dias não é nada bom para a produção. A escassez prejudica a irrigação e muitas plantas se perdem. Em algumas propriedades rurais os reservatórios secaram e as perdas começam a aparecer. Se o clima não mudar, os prejuízos serão ainda maiores. Enquanto isso o consumidor já está pagando mais por produtos como o tomate e o chuchu, que estão sendo vendidos bem mais caros no mercado livre do produtor.

Durante a comercialização desta segunda-feira na Ceasa de Uberaba era possível perceber a falta de alguns produtos. Com as perdas nas lavouras, a quantidade de hortifrutigranjeiros está caindo e o consumidor pode preparar o bolso, pois com certeza terá de pagar mais caro. O tomate, que já é o grande vilão, chegando a R$120 a caixa com 22kg, voltou a registrar aumento. Nesta semana a caixa foi vendida a R$80, enquanto o valor normal é R$60. O chuchu também está mais car de R$40 subiu para R$60. E outra preocupação é com as folhosas. Muitos produtos ainda não se recuperaram da chuva de granizo que aconteceu na região e, por isso, verduras como alface e repolho estão mais caras.

De acordo com o orientador de mercado na Ceasa, João Carlos Caroni, o clima quente em si não é de fato o problema para a lavoura, o que preocupa o produtor é a falta de chuva, o tempo seco e o sol quente, que reduz os níveis dos reservatórios, e desta forma é impossível fazer a irrigação adequada. Esta é uma situação que atinge qualquer tipo de produtor, mesmo aqueles maiores, que possuem sistema de irrigação, pois todos dependem da água do rio, e se está secando, vai faltar. “Vários produtores nos procuraram para falar desta situação. Em um dos casos estima-se uma perda de 50% da lavoura. Outro já não sabe mais o que fazer, pois o reservatório secou e não tem água nem para os animais”, afirma.

Seca em dobro. Caroni ressalta que este ano provavelmente vamos enfrentar duas secas. A que está acontecendo agora, sendo que o normal para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro é o registro de muita chuva. E outra em agosto, quando de fato a previsão é de clima bem seco. “E isso nos preocupa, pois se não tivemos chuva quando deveria chover, a seca no segundo semestre poderá ser mais severa ainda. É necessária mudança no clima e que caia água o suficiente para molhar o lençol freático e sustentar as nascentes”, explica Caroni.

Portanto, é preciso chover para melhorar as condições das lavouras e para que o consumidor não sofra ainda mais com preços altos. Durante a comercialização, o custo da maioria dos produtos apresentou elevação ou ficou estável. Queda mesmo somente para produtos cujo consumo é baixo, por isto sempre tem oferta, como a vagem, o pimentão e o pepino, que caiu de R$40 para R$20.

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